Futebol

Follmann diz que não superou acidente: 'dizem que sim, mas não é verdade'

Na tragédia, o ex-goleiro perdeu amigos e parte da perna direita, além de ter sofrido fraturas na coluna cervical

Naiara Andrade, da Agência O Globo
Três anos depois do acidente com o voo da Chapecoense, voar ainda é um problema para Jakson Follmann. Na tragédia, o ex-goleiro perdeu amigos e parte da perna direita, além de ter sofrido fraturas na coluna cervical. Atualmente, ele se vê obrigado a viajar de avião por conta de compromissos profissionais.
Foto: TV Globo/Divulgação
— É uma necessidade, para dar minhas palestras Brasil afora e até para participar do “Popstar”, semanalmente. Mas não posso negar que tenho medo. Quando entro na aeronave, faço a minha oração e peço que seja uma viagem segura e tranquila. Procuro sentar sempre na janela, para observar tudo lá embaixo, e viajar durante o dia. Quando o voo é à noite, sofro mais — revela o gaúcho de 27 anos, favorito na competição musical, que terá sua final no próximo domingo (dia 29) na Globo.
Dizendo-se um “homem de Deus”, Follmann afirma encontrar na fé e no carinho da família, dos amigos e dos fã-clubes que torcem por ele a força para seguir em frente. As feridas emocionais, confessa, ainda não cicatrizaram.
— Depois do acidente, fiquei mais sentimental, não consigo conter as lágrimas. As pessoas dizem que eu superei, mas não é verdade. Não tive tempo. Na realidade, nem tenho que dar um prazo para isso. Estou me redescobrindo e me reinventando, abraçando as oportunidades que a vida tem me oferecido. É um dia de cada vez — analisa, complementando: — O ano de 2019 foi muito positivo em vários sentidos: saúde, trabalho, vida pessoal... Passei a me exercitar com frequência, o que tem me ajudado a superar as dores e as limitações físicas. O “Popstar” está sendo um desafio lindo, muito produtivo. E, para melhorar tudo, vem aí meu primeiro filho. Joaquim deve chegar ao mundo em fevereiro, não vejo a hora de ver a carinha dele.