Futebol

iBahia tem correspondente do Galo no Marrocos; veja relato

Lincoln Pinheiro vai contar todos os passos da invasão da torcida do Atlético-MG naquele país e tudo sobre o Mundial de Clubes

Redação iBahia (esportes@portalibahia.com.br)
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Colunista da rádio CBN Salvador e do site Fala Bahia, o juiz federal Lincoln Pinheiro se mandou para o Marrocos para acompanhar o seu time do coração, o Atlético-MG, no Mundial de Clubes da Fifa. De lá, ele vai mandar relatos diários para o iBahia Esportes registrando a invasão alvinegra ao país e, quem sabe, o inédito título. No texto de abertura, ele faz uma ponte histórica entre Marrocos e alemães, possíveis rivais do Atlético-MG na final do torneio. O Bayern venceu o Guangzhou da China e já se garantiu na final. Resta agora ao Galo vencer os anfitriões Raja Casablanca para disputar a taça com Ribéry, Götze e cia. Confira o relato de Lincoln Pinheiro:"Na Segunda Guerra Mundial, Marrocos foi passagem para muitos europeus que fugiam dos alemães nazistas. Chegavam a Marrocos depois de abandonarem tudo o que tinham. Muitas décadas depois outra nação chega a Marrocos; não fugindo dos alemães, mas para enfrentá-los. Para chegar aqui, atleticanos venderam patrimônio, sacaram reserva da poupança e até se endividaram.
A Alemanha se democratizou, o nazismo foi derrotado, mas dizem por aí que tem um time alemão tocando terror. Ora, uma coisa que a nação atleticana não tem é medo. Estamos acostumados a enfrentar inimigos mais sórdidos: árbitros inescrupulosos em busca de emprego de comentarista,  times protegidos pela CBF e pelo STJD. Já derrotamos até o vento.A saga dos europeus que fugiram do nazismo via Marrocos foi retratada no cinema no clássico Casablanca, estrelado pela bela Ingrid Bergman. Com a nossa humildade, também vamos conquistar os corações marroquinos e derrotar os alemães. Não viemos em busca de privilégio e nem somos afeitos a viradas de mesas. Nossa história é marcada pela luta. Nosso pó é da estrada que percorremos, não é de arroz e nem do helicóptero".