Paratletismo

Investimento é fundamental para crescimento do paratletismo brasileiro

Crescimento no orçamento do Comitê Paralímpico Brasileiro é proporcional à melhora no quadro de medalhas

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Não é exagero dizer que esporte de alto rendimento e investimento caminham juntos. Além do talento, para uma promessa virar uma realidade é necessário um espaço para se treinar, materiais adequados, equipe técnica e incentivo. E no mundo do paratletismo, essa máxima é verdadeira.

A Braskem investe na equipe de paratletismo desde 2015. Foto: Divulgação/CPB

Para se ter uma ideia, o orçamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), desde 2009, avançou de forma expressiva e os números dos atletas também avançaram. Na última Paralimpíada, no Rio (2016), o Brasil ficou em 8º, com 72 medalhas. E o paratletismo brasileiro subiu no pódio, na mesma competição, 33 vezes, sendo por oito vezes medalha de ouro. Em Londres (2012), foram, ao todo, 42. 

No orçamento de cada modalidade, estão investimentos vindo da iniciativa privada. A Braskem, por exemplo, investe na equipe de paratletismo desde 2015 – patrocínio este que foi renovado até 2021. Movido pelo propósito de melhorar a vida das pessoas com a ajuda do plástico e das soluções sustentáveis da química, a empresa vê as próteses como a materialização dessa crença.

Nos anos 50, o plástico passou a ser utilizado na fabricação das próteses e garantiu aos usuários um maior conforto e leveza, melhorando a performance dos competidores. Ele é o único material capaz de ser moldado para encaixar adequadamente ao membro amputado e pode ser usado na composição das próteses de alta performance, feitas com fibra de carbono.

“O patrocínio da Braskem tem muita importância para toda a equipe, pois abre um precedente que não havia antigamente. A ajuda é muito importante para dar uma segurança para que os paratletas consigam realizar seus sonhos nas próximas competições”, explica o brasileiro Flávio Reitz, de 31 anos, que foi prata no salto em altura no Parapan-americano em Toronto, em 2015.

Recordista mundial em salto em distância para cegas – 5m46, Silvânia Oliveira também comemora os investimentos no esporte. “Hoje o atleta não consegue conquistar uma competição sozinho. Hoje tem toda uma estrutura, melhores materiais e até alimentos adequados. Tudo isso favorece para a conquista. Todo o resultado que tenho obtido eu agradeço pelos nossos patrocinadores”, afirma ela.

Os próximos passos da equipe brasileira são as disputas dos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, e o Mundial da modalidade, ambos em 2019, e os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.