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Marcas de um "herói" na história: 20 anos sem Ayrton Senna

Tricampeão mundial da Fórmula-1, o piloto é lembrado mesmo por aqueles não o viram nas pistas

Eudes Benício (esportes@portalibahia.com.br)
- Atualizada em

Uma colisão a 300 quilômetros por hora na curva Tamburello, no circuito de Ímola, cravou de forma triste, mas definitiva, a imagem de um herói nacional na história brasileira. 20 anos se passaram desde a trágica morte de Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1. Mas apesar do piloto não estar mais entre nós, muito do que ele fez e deixou continuam vivos e presentes, duas décadas depois.

Senna venceu a primeira corrida no Brasil em 1991, em Interlagos


Hoje há uma geração que pode saber muito sobre Senna, mas a memória das crianças que eram até 1994 não as deixa lembrar boa parte do que viram desse gênio da Fórmula-1. Talvez lembrem menos ainda do GP Brasil de 1991, em Interlagos. Senna teve um problema mecânico na sua McLaren e ficou apenas com a sexta marcha, mesmo assim consegue segurar o carro sem que ele pare ou saia da pista e, sob chuva, vence uma das mais emocionantes corridas de sua carreira, a primeira vitória no Brasil.


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Os que não recordam de episódios como o citado antes, talvez conheçam casos da polêmica e conturbada relação com o colega Alain Prost. O Motivo? A quebra de um pacto interno na equipe inglesa, segundo o qual um piloto não ultrapassaria o outro ainda na primeira volta ou até se afastarem do pelotão. Mas o brasileiro só precisou de duas corridas para mostrar ousadia, passar por cima do combinado e ganhar o desafeto do parceiro de equipe.


Caso não conheçam também sobre o Senna dos desafetos e brigas nas equipes por onde passou, é provável que saibam, inclusive, momentos da vida pessoal do piloto que deixaram de ser particulares, como o Senna dos relacionamentos amorosos com famosas como Xuxa e Adriane Galisteu. Vida pessoal à parte, a ficou para a história as estatísticas de um piloto que é considerado por muitos, até hoje, o maior de todos os tempos.


Não serão esquecidos os 161 GPs disputados, as 65 largadas na primeira posição e as 41 vitórias - mais de 25% das provas disputadas - sendo 19 delas conquistadas de ponta a ponta. Outras 23 vezes o brasileiro chegou em 2º lugar, ficando ainda em terceiro em 16 corridas. Pelo que mostrou ao mundo desde que estreou na Fórmula-1, em 1984, mais jovens ou mais vividos podem afirmar com certeza que esses números seria ainda mais vitoriosos e impressionantes não fosse a tragédia de Ímola.

Das 161 corridas disputadas, Senna venceu 41 vezes, o que equivale a 25% dos GPs disputados


Para todos os brasileiros, o pós-Senna pode ter sido também o período em busca de outros ídolos e referências no esporte, não para substituir, mas para render alegria e emoções como as proporcionadas pelo piloto. E elas surgiram. Nos gramados, nas quadras, nas piscinas, nos ginásios poliesportivos. O Brasil voltou a ter nomes promissores também no automobilismo.


Rubens Barrichello (contemporâneo de Senna), Bruno Senna, sobrinho do ídolo e Felipe Massa, único brasileiro na F-1 atual, são os maiores exemplo de pilotos que chegaram a grandes equipes na categoria, mas apesar das vitórias, não alcançaram títulos ou grandes feitos que exaltassem como em outros tempos a bandeira do Brasil nos pódios mundo afora. Em se tratando da pistas, não teremos um novo Senna, mas continuamos à espera de uma nova genialidade e talento capazes de parar um país inteiro.