Copa 2018

Philippe Coutinho é arma do Brasil contra a Costa Rica

Coutinho, que fez o gol no empate diante da Suíça e foi destaque na estreia, é daqueles jogadores que falam com os pés

Agência O Globo
Philippe Coutinho está na Rússia acompanhado dos pais, dos irmãos e de Aine. Tem sido assim há 11 anos, desde que iniciou o namoro com a menina que viria a se transformar em esposa e mãe de sua filha. Com eles que verbaliza algo que dificilmente será dito diante das câmeras ou gravador: Neymar que o perdoe, mas o camisa 11 também chegou à Copa disposto a ser protagonista da seleção brasileira, que hoje, às 9h (de Brasília), enfrenta a Costa Rica atrás do primeiro resultado positivo no Mundial.
Coutinho, que fez o gol no empate diante da Suíça e foi destaque na estreia, é daqueles jogadores que falam com os pés. Aos 26 anos, disputa seu primeiro Mundial. De tão tímido, não possui assessoria de imprensa há tempos. Prefere vender seu peixe em campo. Impossibilitado de atuar como ponta esquerda, lugar cativo de Neymar, não se fez de rogado ao surgir a oportunidade de trocar a ponta direita na seleção pelo meio. Aceitou e passou a ser ainda mais importante para a equipe.
É dentro das quatro linhas que ele sai do casulo. Nas comemorações dos gols, o tímido Coutinho celebra sempre com raiva e os punhos cerrados. É como se extravasasse tudo aquilo que não se permite dizer quando não está calçando as chuteiras. Dancinhas ou homenagens não são com ele.
— Com certeza, fico bem mais à vontade jogando do que quando estou conversando com vocês — afirmou o jogador do Barcelona, na entrevista coletiva de terça-feira. — Todo gol é um momento de alegria muito grande para mim, acabo comemorando assim — emendou.
Envergonhado até para visitar São Januário
A timidez vem de casa — no hotel que concentra todos as famílias dos jogadores da seleção em Sochi, os familiares de Coutinho se destacam pela discrição — e não releva nem mesmo a história já escrita. Apesar de idolatrado pelo Vasco — o jogador é considerado o último craque revelado em São Januário —, tem vergonha de visitar sozinho o clube onde surgiu para o futebol.
Outra maneira que Philippe Coutinho encontrou para se expressar foi nas tatuagens pelo corpo. Além do Mickey Mouse na barriga, quatro delas chamam a atenção: cada naipe do baralho pintado em um dedo da mão esquerda.
Sua cartada em campo, porém, é a mesma. O camisa 11 lembra Robben, veterano craque holandês do Bayern de Munique. Todo mundo sabe que ele vai pegar a bola no lado esquerdo, carregá-la para o meio e chutar com o pé direito. Costuma ser certeiro.