Copa 2018

Philippe Coutinho espera jogo violento da Costa Rica: 'Com certeza vão bater'

Após as faltas cometidas pela Suíça na partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo, apoiador acredita que o expediente se repetirá

Bruno Marinho, da Agência O Globo
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Depois da quantidade de faltas cometidas pela Suíça na partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo, especialmente sobre Neymar, o apoiador Philippe Coutinho acredita que o expediente se repetirá contra a Costa Rica, sexta-feira, em São Petersburgo. O astro do Barcelona, autor do gol brasileiro no empate em 1 a 1 e escolhido o craque do jogo, está certo de que os rivais vão apelar para o jogo violento para parar a seleção.

— Com certeza eles vão bater também. Temos jogadores rápidos na frente e é uma Copa do Mundo. O árbitro tem de estar ligado nesse jogo. Vamos tentar manter a posse de bola, ela é importante, queremos atacar na hora certa, girar o jogo, ter esse equilíbrio — frisou.

Na partida contra a Suíça, a seleção brasileira cometeu 12 faltas, contra 19 dos rivais. Dez delas foram em cima de Neymar. Nesta terça-feira, ele deixou o treino em Sochi por dores no tornozelo direito, algo que, segundo a CBF, é consequência da violenta marcação suíça. Questionado sobre o estado médico do camisa 10, Coutinho saiu pela tangente:

— Não conversei com ele depois do treino, eu estava com minha família. Hoje era um trabalho de recuperação e já estava quase no final. Acredito que ele tenha sentido um pouco de dor, mas isso é normal.

Na quarta-feira, a seleção brasileira voltará a treinar em Sochi. Existe a promessa de que Neymar treinará ao lado dos companheiros de equipe, sem restrições. Caso isso não aconteça, a própria participação do camisa 10 na partida contra a Costa Rica ficará ameaçada. Neste caso, Philippe Coutinho, que já tem sido um dos protagonistas da seleção, assumiria o papel de referência em campo. Essa é uma responsabilidade que ele evita atribuir a si mesmo.

— Nosso forte é o coletivo, um jogo ou outro um determinado jogador vai se destacar, mas estamos sempre visando o coletivo. É assim que pensamos. Cada um fazendo o seu, com suas responsabilidades — resumiu.