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Pressionada, seleção flerta com mudanças no ataque: Gabriel Jesus e Cebolinha

Após empate com a Venezuela, o Brasil entrará em campo tentando saldar dívidas de bom futebol

Agência, O Globo
Um tem o apelo dos números, o lado racional. O outro conta com o clamor da arquibancada, a voz da emoção. Seja pelo critério que for, Gabriel Jesus e Everton se tornaram candidatos à seleção titular na partida deste sábado, contra o Peru, na Arena Corinthians. Firmino, David Neres e até Richarlison) estão ameaçados pela pressão por mudanças no ataque verde-amarelo.
Após empate com a Venezuela, o Brasil entrará em campo tentando saldar dívidas de bom futebol, e Tite parece disposto a reagir com até duas mudanças por motivos técnicos.
O treino de hoje ajudará a tirar as dúvidas do técnico. Mas só a atual disposição de abrir mão do conservadorismo habitual nas alterações é um sinal de que a seleção vive ambiente de mudanças.
Após a Copa do Mundo, Tite indicou que uma das liçõesde torneios de tiro curto era a de ser menos reticente diante dos problemas.
Gabriel Jesus recuperou-se do desempenho ruim na Rússia, resgatou a autoestima e fez com que a comissão voltasse a olhá-lo com mais carinho. Os números não são tão díspares aos de Firmino em 2019. Mas o desempenho ruim do ataque no empate com os venezuelanos motiva Tite a mudar.
— Estamos contentes com o Gabriel Jesus, o lado anímico dele melhorou — celebrou Tite após a goleada sobre Honduras.
Tanto Gabriel quanto Firmino estiveram em campo por ocasião de nove dos 16 gols assinalados pela seleção este ano. Só que Jesus foi responsável por marcar cinco deles, enquanto Firmino só fez dois. E olha que o atacante do Liverpool esteve mais tempo em campo do que o colega do City: em minutos, o placar é 337 a 263. Firmino, ao mesmo tempo, tem uma assistência no ano, enquanto Jesus não colaborou neste quesito.
Everton entrou bem nas duas partidas, marcou belo gol contra a Bolívia, e conta com a arquibancada. Na Fonte Nova, teve o apelido de Cebolinha gritado.
Enquanto Everton ascende neste início de Copa América, David Neres conseguiu impressionar mais nos amistosos que antecederam a competição. Foi bem contra República Tcheca, melhor ainda diante da frágil seleção de Honduras, mas ficou devendo contra a Venezuela.
— Quem entra tem se saído melhor que o titular. É um caso aberto — disse Tite.