Futebol

Seleção feminina vive o maior fluxo de saída do país na história

Das 18 convocadas pelo técnico Vadão para a Rio-2016, 13 jogam no exterior

Agência O Globo
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A disputa da medalha de ouro concentra, no momento, as atenções da jovem Andressa Alves, 23 anos. Mas, seja qual for o resultado da Olimpíada do Rio para a seleção feminina de futebol, há enorme expectativa da meia-atacante em relação ao futuro. Vira e mexe, imagina como seria cruzar com Neymar num dia, Messi no outro, entre treinos. Ela é a primeira jogadora brasileira contratada pelo Barcelona. Ontem, foi uma das 18 convocadas pelo técnico Vadão para os Jogos Olímpicos, um título que, assim como os homens, as mulheres não têm.


No feminino, o Barcelona jamais foi sequer a uma final de Liga dos Campeões. Mesmo assim, há glamour em vestir a camisa catalã. E o movimento de Andressa simboliza mais: é imagem do intenso fluxo das jogadoras brasileiras no mercado internacional, num nível jamais visto no país. Da lista de ontem, só cinco atuam no Brasil, todas na seleção permanente montada pela CBF em 2014. Das 13 “estrangeiras”, há três nos Estados Unidos, cinco na Europa, quatro na China e uma na Coreia do Sul. A influência dos agentes também cresceu. Andressa chegou à Espanha representada por uma empresa sediada em Portugal, que agencia várias colegas da seleção.Veja também

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Ter jogadoras espalhadas pelo mundo não é o ideal. No entanto, o que mais desperta a atenção da comissão técnica da seleção é a questão física. Por falta de trabalho de base no país, as atletas começam a se desenvolver tarde. Um problema que a seleção permanente minimizou, com a estrutura da Granja Comary. Com a exportação, a maior preocupação é o clube de destino delas. A CBF detectou que, na China, há treinos físicos deficientes. Por outro lado, há jogadoras em clubes de ponta, estruturados, e jogando grandes competições.


Antes da seleção permanente, tal fluxo de exportação seria comemorado, pois compensaria a falta de estrutura dos clubes do Brasil. Agora, Vadão tinha o plano de ficar o máximo de tempo com as atletas. Ainda aguarda a chegada de Marta, no fim desta semana, e da atacante Bia, que está na Coreia.