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Sem chance de título mundial, Allan do Carmo foca nos Jogos Olímpicos

Baiano é uma das esperanças de medalha olímpica do Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro 2016

Herbem Gramacho (herbem.gramacho.redebahia.com.br)

Atual campeão da Copa Mundo de Maratona Aquática, o nadador Allan do Carmo chega às duas últimas etapas da temporada já sem chance de ser campeão. Queda de rendimento? Não. Foco nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Com a preparação toda voltada para a Olimpíada, o baiano deixou de disputar quatro das nove etapas já realizadas e nadará na China, dia 11 de outubro, e em Hong Kong, dia 17, só para se preparar melhor para o ano que vem. Em 5º lugar na classificação geral, Allan não tem mais como atingir o mínimo de presença exigido para concorrer ao título.




Allan viaja para mais uma próxima etapa do Mundial de Maratonas Aquáticas (Foto: Satiro Sodré/SS Press)


“A prova em Hong Kong é no mar, uma situação parecida com os Jogos Olímpicos aqui, e na China também. É uma competição com um nível técnico mais forte do que se a gente ficar aqui para nadar o Brasileiro”, diz o nadador, com foco sempre em 16 de agosto de 2016, dia da prova olímpica de 10km em Copacabana.

As provas na Ásia marcarão o fim de uma temporada desgastante, que envolveu seletiva para o Mundial de Kazan e a participação no próprio Mundial, onde Allan foi o único homem brasileiro da maratona aquática classificado para a Olimpíada – Ana Marcela e Poliana Okimoto representarão as mulheres.

Descansar, porém, é palavra rara no vocabulário de um atleta de elite. Terminado o circuito, o nadador terá duas semanas de descanso e já começará o próximo ciclo de treinos e competições. “Vou nadar a Mar Grande-Salvador em janeiro, vou fazer dois treinamentos de altitude, um no México e outro nos Estados Unidos, em janeiro e em junho, e fazer também algumas etapas da Copa do Mundo nesse período pra poder avaliar os meus treinamentos em competição”, conta Allan.

Favoritismo 

Ele sabe que não está entre os favoritos a medalha no Rio. Destaca o americano Jordan Wilimovsky, o holandês Ferry Weertman e o grego Spyridon Gianniotis, respectivamente ouro, prata e bronze em Kazan. “São os favoritos, mas na maratona isso varia porque muda a característica, ainda mais que o Mundial foi em um lago e a Olimpíada é no mar”, explica o baiano de 26 anos.

Correio24horas