Futebol

Time da Série A chega a três meses de salários atrasados

Dívida com jogadores cresce, e atletas podem entrar na Justiça

Caio Blois, da Agência O Globo

A crise financeira do Fluminense parece não ter fim. Com os cofres combalidos, o clube não conseguiu pagar o mês de fevereiro até o quinto dia útil - que cai nesta segunda-feira por conta do carnaval. Devido aos bloqueios de verbas de vendas de jogadores, além da ausência de um patrocinador master, o clube vem deixando de cumprir com suas obrigações constantemente.

O débito é maior com nomes antigos do elenco, já que em comum acordo com lideranças do grupo, o Tricolor pagou um mês atrasado da CLT dos novos reforços, que ainda não haviam recebido nenhum mês. Por isso, jogadores que estavam no elenco no ano passado podem vir a acionar o clube juridicamente, como fez Gustavo Scarpa no início da temporada passada.

Há o temor interno de que atletas importantes do elenco entrem na Justiça. Alguns jogadores estão um pouco irritados com promessas não cumpridas do presidente Pedro Abad e da cúpula do futebol. Recentemente, o grupo chegou a fazer uma greve. 

O clube ainda não pagou 13º e férias de 2018, janeiro e fevereiro de 2019. Além disso, há dívidas com direitos de imagem de novembro e dezembro de 2018, além de janeiro de 2019.

Recentemente, o Flu pagou premiações atrasadas. Nem os funcionários, que recebem bem menos, tiveram o salário regularizado pela diretoria. Quem presta serviço como pessoa jurídica (PJ) teve depositado o mês de dezembro no meio de fevereiro. Para estes, o atraso é de dois meses. A folha salarial do departamento de futebol gira em torno de R$ 3,5 milhões.