Copa 2018

Tite esconde jogo e não crava seleção com 'quarteto mágico' na estreia

Escalação do quarteto ofensivo se deu por alguns fatores: baixo desempenho com Fernandinho contra a Croácia e a lesão de Renato Augusto, titular na posição durante as Eliminatórias

Igor Siqueira, da Agência O Globo
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Tite não escondeu a satisfação pelo desempenho da seleção brasileira diante da Áustria, mas preferiu não cravar que utilizará na abertura da Copa do Mundo, contra a Suíça, a formação ofensiva que fez sucesso neste domingo, com Coutinho, Willian, Neymar e Gabriel Jesus.

- Tem essa possibilidade, sim. Porque ela fica muito forte, criativa e incisiva. Não posso assegurar a equipe. Estamos construindo. Estou ainda absorvendo o jogo. O futebol é muito particular - disse Tite, ressaltando que só vai bater o martelo, ao menos publicamente, na quinta ou sexta-feira.

A escalação do quarteto ofensivo se deu por alguns fatores: baixo desempenho com Fernandinho contra a Croácia e a lesão de Renato Augusto, titular na posição durante as Eliminatórias. Tite acrescentou que é preciso ajustar a equipe, especialmente o papel de Paulinho, para que Coutinho tenha o espaço devido para brilhar, como foi feito diante da Áustria.

Foto: Reprodução
- No Liverpool ele jogou bastante assim. Para mim, ele pode jogar ali. Existem mecanismos de compensação. Por exemplo, infiltra menos o Paulinho e dá mais liberdade criativa. São ajustes que podem ser feitos - comentou o treinador.

Apesar dos bons resultados, Tite prevê a necessidade de que a seleção suba mais degraus durante a semana para chegar melhor ainda para a Copa do Mundo. Domingo, em Rostov, a estreia é contra a Suíça.

- Somos desafiados constantemente. Nós nos cobramos desempenho. Isso faz elevar o nível individual e coletivo da equipe - sacramentou