Alta dos alimentos em até 95% encarece tradicional caruru de setembro: ‘os preços estão muito caros’


Foto: Reprodução

Na Bahia, o mês de setembro é conhecido pelo caruru dedicado aos santos Cosme e Damião, mas com a alta de preços, tem ficado difícil manter a tradição.

Dados da Ceasa Bahia indicam que, até o início deste mês, o preço do quiabo tinha subido 95% em relação ao mesmo período de 2021. O saco de 25 quilos do ingrediente chegou a custar 177 reais.

A cozinheira Antônia Gomes está entre os baianos que já sentem no bolso a diferença. Ela vem percebendo a variação há alguns meses, pois trabalha com marmitas sob encomenda.

“Os preços estão muito caros. Todos. Todos os ingredientes para fazer a comida baiana sofreram uma elevação muito grande nos custos”, afirma Antônia.

Para evitar que os ingredientes do caruru sejam vendidos a preços abusivos, a Codecon, diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor, vem promovendo ações de fiscalização, no âmbito da “Operação Caruru”.

A chefe do setor de fiscalização da Codecon, Rose Estrela, explica como funciona a operação.

“A Codecon agora no período do caruru de Cosme e Damião está fazendo vistoria nos estabelecimentos com o objetivo de verificar o acondicionamento dos produtos, informações de validade, de preço, e também do devido local. Também estamos com o objetivo de verificar os preços dos produtos do caruru para orientar o consumidor, para que faça economia e vá aos locais com o melhor preço”, explica.

Ainda de acordo com a chefe de fiscalização da Codecon, as feiras são a melhor opção para o consumidor economizar no caruru.

“A gente fez os preços dos oito itens, então verificamos que nas feiras os preços estão melhores do que no supermercado. As feiras que estão com melhor preço são a Feira de São Joaquim e a da 7 Portas”, conta a chefe do setor.

Segundo a pesquisa realizada pela Codecon, o azeite de dendê está saindo por 15 reais o litro, em média. O quiabo tem custado 20 reais o quilo, enquanto o camarão seco chega a 40 reais por quilo. A castanha, o item mais caro, sai por 70 reais o quilo.

O órgão também monitora os preços do leite de coco, feijão fradinho e coco seco.

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