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Vacinação contra sarampo segue em Salvador até 31 de outubro

A campanha deste ano visa imunizar adultos entre 20 e 49 anos e mesmo quem tomou a vacina na infância deve procurar os postos de saúde

Da Redação (falabahia@redebahia.com.br)
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Foto: Bruno Concha/Secom 

Os adultos da capital baiana de 20 a 49 anos têm até o dia 31 de outubro para se vacinar contra o sarampo. A campanha deste ano visa imunizar este público específico, que foi alvo da maior taxa de contágio da doença em 2019. Apesar de avançar em várias capitais do Brasil, por enquanto não há casos recentes registrados de sarampo em Salvador.

Desde o dia 13 de julho até os últimos dias de setembro, 157 mil pessoas foram vacinadas. Segundo a coordenadora de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Doiane Lemos, mesmo quem já recebeu a vacina na infância também deve ir aos postos para uma dose de reforço e corrigir possíveis falhas. “Essa dose corrige possíveis falhas vacinais, já que existem indivíduos que são vacinados mas não têm a proteção esperada", explicou.

As doses estão disponíveis das 8h às 17h, em todas as 143 salas de imunização nas unidades básicas da rede municipal. 

A doença

O sarampo é uma doença infectocontagiosa provocada por um Morbilivirus e transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias, mas a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele. 

Os sintomas iniciais apresentados pelos doentes são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. É comum ocorrer lesões dolorosas na boca. A doença pode ser potencialmente grave, com acometimento do sistema nervoso central, complicando o quadro com infecções secundárias, a exemplo de pneumonia, resultado até em morte. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.