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Mais calorias perdidas em menos tempo: conheça o treino bootcamp

Aproveitando que nesta terça-feira (1º) é celebrado o dia do profissional de educação física, o iBahia conversou com os instrutores Gutemberg Vieira, Kelly Cerqueira e respondeu às principais dúvidas sobre o assunto. Confira!

Maria Beatriz Pacheco* (maria.beatriz@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Você já ouviu falar no treino bootcamp? A modalidade, que está na moda entre celebridades como Kim Kardashian, Jessica Alba e Juju Salimeni, surgiu nos Estados Unidos e tem ganhado força aqui no Brasil. Inspirada no treinamento militar, a prática une treinamento funcional, musculação e aeróbicos em exercícios que prometem maior ganho de massa magra. Ficou curioso? Aproveitando que nesta terça-feira (1º) é celebrado o dia do profissional de educação física, o iBahia conversou com os instrutores Gutemberg Vieira, Kelly Cerqueira  e respondeu às principais dúvidas sobre o assunto. Confira!


1. Quais são as principais características do treino?

O bootcamp, que alterna corridas com flexões e burpes, é uma alternativa para aqueles que não gostam do tradicional ambiente de academia. Ao iBahia, Gutemberg explicou que a modalidade utiliza, além do próprio peso do praticante, objetos que lembram circuitos militares, como halters, pneus, barras e cordas, e tem uma duração média de 45 minutos. Kelly reforça que o treino deve ser iniciado com atividades que preparam o corpo para exercícios de intensidades variadas, como corridas, subidas de corda e etc.

2. E por que se deve dar uma chance a modalidade?

Motivação, autoestima e cerca de 600 calorias gastas em uma aula são os tentadores benefícios do circuito. Segundo os profissionais, como qualquer outro exercício físico, quando praticado da maneira correta e com a ajuda de um profissional, ele promove o bem-estar, com atividades que melhoram a condição cardiorrespiratória, ganho de consciência corporal, eliminação de gorduras e ganho de massa magra.

3. E existe restrições sobre quem pode ou não pode praticar?

Apesar de ser um circuito intenso, o bootcamp é muito democrático e não apresenta restrições de idade ou tipo físico, é indicado até mesmo para quem é sedentário e pretende “recuperar o tempo perdido”. "Todo mundo pode praticar, mas no seu tempo, respeitando as limitações. Porém, a prática não é recomendada para quem possui problemas cardíacos, porque aumentar a frequência", alertou Kelly.

Mas, de nada adianta dar o máximo no treino sem ter uma alimentação saudável. Por isso, para turbinar a prática, é recomendado ter um acompanhamento nutricional e investir na ingestão de frutas, legumes e verduras.

4. Como diferenciar o treino bootcamp do crossfit?


Exercícios em grupo, motivação constante dos alunos e distância dos aparelhos comuns na academia: são tantas as semelhanças entre o bootcamp e o crossfit que é comum fazer confusão. No entanto, as duas práticas possuem diferenças cruciais, principalmente quando o assunto envolve as propostas que direcionam os alunos.

Segundo Gutemberg,  o Crossfit traz a proposta da calistenia, um conjunto de exercícios funcionais em que a pessoa faz uso do próprio peso corporal para formar e construir a massa muscular. Já o bootcamp busca trabalhar o corpo por completo através da máxima movimentação, além de possuir intensidade variada. Para o escolher o melhor para você, deve-se realizar experimentações e ver o que melhor se encaixa ao seu perfil e as suas individualidades.

Extra! Faça você mesmo: confira circuitos indicados pelos profissionais:


Gutemberg: 
30 segundos de agachamento
1 minuto de corrida moderada
30 segundos de  polichinelo
45 segundos de descanso
30 segundos flexão de braço
30 segundos deslocamento c/ pneu
30 segundos de Burpee
1 minuto de descanso

Kelly:
Agachamento com o peso corporal
Polichinelo frontal
Sprow adaptado
Corrida estática
Flexão com auxílio
Retrocesso

Obs: após o alongamento inicial, o circuito deve ser completado de três a seis vezes, com 10 a 15 repetições de cada movimento. 

Fontes: Gutemberg Vieira (CREF: 014527-G/BA) e Kelly Cerqueira (CREF:012457-G/BA), ambos são bacharel em educação física. 

*Sob supervisão da repórter Lívia Oliveira