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Quer perder peso para o Carnaval? Veja como emagrecer com a dieta paleolítica

De acordo com Priscilla Lima, a dieta Paleolítica auxilia no emagrecimento devido à sua baixa ingestão de carboidrato

Lívia Oliveira* (livia.oliveira@portalibahia.com.br)
- Atualizada em

Escolher uma dieta para emagrecer é quase sempre um desafio. As pessoas, normalmente, optam pela opção que promete mais perda calórica. Nessa linha, a dieta Paleolítica aparece como uma alternativa para restringir a alimentação. A ideia é ingerir apenas alimentos de caça e pesca, além de oriundos de plantação. Pensando nas pessoas que desejam entender como funciona a dieta de "homens das cavernas", o iBahia preparou um guia com o auxílio das nutricionistas Tâmara Ferreira e Priscilla Lima.

Segundo as profissionais, a dieta Paleolítica é considera naturalista e tem como base alimentar as proteínas e gorduras boas. O objetivo é resgatar algumas práticas dos nossos ancestrais para promover o emagrecimento e a qualidade de vida.

Foto: reprodução
Ao optar pela dieta, a pessoa só pode consumir carne, peixe, frango, frutos do mar, frutas, legumes, raízes, tubérculos e queijos curados. Óleo de coco, azeite, castanhas e outros óleos vegetais também estão liberados. A dieta Paleolítica retira os carboidratos refinados (arroz, macarrão, pão e farinhas), cereais (aveia, centeio, granola e linhaça), milho, soja, grão-de-bico, embutidos, doces e produtos industrializados.

Tâmara Ferreira garante que é possível fazer a dieta Paleolítica com o acompanhamento de um profissional: "o nutricionista vai adequar as restrições dessa dieta para realidade do paciente. Vale lembrar que ela precisa ser feita apenas por um tempo determinado, acompanhada de atividade física".

Ela ainda orientou que, após o período restritivo, a pessoa deve voltar a comer gradativamente os alimentos retirados e fazer um plano alimentar de manutenção, com a ajuda de um profissional.

Emagrecimento e benefícios


Foto: reprodução
De acordo com Priscilla Lima, a dieta Paleolítica auxilia no emagrecimento devido à sua baixa ingestão de carboidrato: "Essa dieta tem como objetivo também promover a saúde do indivíduo, diminuir a incidência de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, síndrome metabólica e hipertensão".

Riscos
A alternativa, no entanto, pode trazer danos para saúde. Priscilla e Tâmara garantem que dietas muito restritivas contribuem com a deficiência ou excesso de nutrientes no organismo. Além disso, o indivíduo pode não se adaptar com a dieta ou desenvolver compulsão alimentar.

"Os riscos são o desenvolvimento de anemia, deficiência de minerais e vitaminas no corpo, fraqueza muscular e cansaço físico", contou Tâmara. Já Priscilla alertou para o cuidado com o alto consumo de carne.



Quer fazer a dieta? Veja a sugestão de Tâmara Ferreira
A dica fundamental é procurar um especialista: "Não existe dieta errada ou melhor, existe a dieta adequada para as necessidades e objetivos de cada pessoa".

Café da manhã: um ovo cozido ou mexido com verdura (pode ser cenoura) e azeite de oliva. Outra opção é consumir o ovo com alguma raiz (aipim, batata doce, banana da terra ou inhame).

Almoço: carne, peixe ou frango com salada verde (couve, agrião e rúcula) e abóbora, chuchu e beterraba. Outra possibilidade é batata doce assada ou cozida com saladas.

Lanches:
frutas, ovo de codorna cozido, castanhas (Pará ou caju) e nozes.

Jantar: repetir o almoço ou fazer a combinação de aipim/batata doce com frango.


Resultado da dieta Paleolítica
Tâmara ainda explicou que a dieta provoca uma perda de peso a curto prazo, mas que até o momento não existe comprovações científicas do efeito ao longo do tempo. "Normalmente, uma pessoa pode perder de quatro a seis quilos por mês. O emagrecimento depende do metabolismo do indivíduo, da prática de atividade física, das particularidades da rotina e da adaptação do corpo com a dieta".

*Sob supervisão do repórter Guinho Santos