FLICA

"A Flica conseguiu revitalizar o Recôncavo baiano", diz Zulu Araújo

Diretor da Fundação Pedro Calmon é o mediador da mesa de abertura da Flica 2019, evento que acontece entre os dias 24 e 27 de outubro

Isadora Sodré (isadora.sodre@redebahia.com.br)
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Pelo terceiro ano presente na abertura da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), o diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, não deixa de destacar a importância do evento no âmbito local e nacional. Este ano, ela será mediador da primeira mesa "Cartografia do Brasil Contemporâneo" que conta com a presença das autoras Lilia Schwarcz e Eliana Alves Cruz.

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Foto: Divulgação

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é uma apresentação do Governo do Estado da Bahia, realização da icontent e Cali, patrocínio da Coelba via Fazcultura e Governo do Estado, apoio institucional da Rede Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira. 

"Eu vejo a Flica como uma festa pioneira e exemplar para o estímulo da leitura em todo o estado da Bahia. Ela conseguiu revitalizar o Recôncavo baiano, produz conhecimento e difunde a beleza e a cultura do povo da região. Além disso, o evento estimula o turismo e movimento a economia da região. A Flica é conhecimento, informação, produtividade de geração de renda", detalhou Zulu em entrevista ao portal iBahia.

O diretor da Fundação Pedro Calmon ressaltou ainda a importância do Governo do Estado da Bahia apoiar eventos como a Flica. "Isso só demonstra que a gestão vê a cultura como um elemento de desenvolvimento, de difusor da auto-estima da população baiana. Para o governo, cultura é identidade e também é negócio".

Quanto à mesa que irá mediar, no dia 24 de outubro, Zulu Araújo adiantou que espera uma discussão produtiva ao lado das duas escritoras sobre a situação atual do Brasil. “Espero que a gente possa refletir e, ao mesmo tempo, compartilhar uma reflexão sobre este momento que considero um dos mais graves que o país está passando, onde várias conquistas brasileiras estão sendo colocadas em xeque”, pontuou.

Quando questionado se a literatura é a salvação, Zulu não hesita e responde: “é uma das salvações. É como sempre digo: ler é bom, engorda e faz crescer. Alimenta o espírito”.