FLICA

'A Flica deve representar um grande impulso para as escritoras', diz Julieta Palmeira

Secretária de Políticas para Mulheres pontuou a importância do evento para a divulgação do trabalho das escritoras e para a valorização da cultura no estado

Isadora Sodré (isadora.sodre@redebahia.com.br)
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Da curadora, às convidadas chegando até à homenageada: a 9ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é majoritariamente feminina. Em entrevista ao portal iBahia, a secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, pontuou a importância do evento para dar visibilidade à literatura feminina e a cultura do estado da Bahia. O evento é gratuito e será realizado entre os dias 24 e 27 de outubro.

Foto: Divulgação/GOVBA
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é uma apresentação do Governo do Estado da Bahia, realização da Icontent e Cali, patrocínio da Coelba via Fazcultura e Governo do Estado, apoio institucional da Rede Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

“Saúdo a curadoria de Katia Borges que traz escritoras a exemplo de Lilia Schwarcz e Thalita Rebouças e participações de escritoras estrangeiras: Mariana Komisseroff (Argentina) e Maria do Rosário Pedreira (Portugal). A escritora homenageada da 9ª Flica é uma baiana que produz conteúdo infanto-juvenil , Gláucia Lemos. No ano passado, a homenageada foi a grande Conceição Evaristo. Tudo isso deve representar um grande impulso para as escritoras. Tem muitas mulheres produzindo conteúdo de qualidade literária e precisamos dar visibilidade a isso”, ressaltou Julieta.

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Neste ano, a Flica também irá trazer uma mesa composta por Mariana Komisseroff e Natália Borges Polesso, escritoras que produzem um conteúdo literário voltado para a temática LGBTQ. Segundo Julieta, este assunto converge com a missão pasta no que diz respeito à diversidade. “Temos que considerar a riqueza da diversidade e não sermos temerosos com ela”, pontuou.

A secretária disse ainda que o governo da Bahia tem uma preocupação em evidenciar o lugar da mulher tanto na política, quanto na cultura. “O Estado entende a necessidade de políticas transversais e integradas voltadas para desconstruir a cultura machista e para impulsionar mulheres na produção de conteúdo nos vários campos”, afirmou.

Flica e a produção cultural da Bahia

Quanto ao papel da Flica como difusora de cultura na Bahia, a secretaria foi pertinente quanto a importância do evento.

“A Flica é pioneira entre as feiras literárias na Bahia que na atualidade acontecem também em outros municípios baianos. O seu pioneirismo se dá dentro de uma intensa produção cultural que sempre caracterizou a cidade de Cachoeira. O fervilhar de ideias em torno da festa e a cultura viva do Recôncavo extrapola a programação oficial mobilizando a gente da cidade e de outros municípios baianos”, detalhou.

Segundo a secretária, é muito relevante que ações como a Flica sejam apoiadas pelo governo. “Sem dúvida apoiar e divulgar iniciativas no campo da literatura representam a valorização da cultura baiana e favorecem trocas com outras iniciativas no Brasil e no mundo”, disse.