FLICA

Fliquinha terá música, cinema e debates; Brown é uma das atrações

Profissionais ligados à educação infantil também são alvo da programação, que costuma atrair público de cidades próximas

Roberto Midlej (roberto.midlej@redebahia.com.br)

Mais uma vez, as crianças terão um espaço só para elas na Flica. A Fliquinha, dedicada aos pequenos leitores, terá música, apresentação teatral e entrevistas com escritores infantis, no Cine Theatro Cachoeirano. “A programação da Fliquinha sempre vai além da literatura e tem como objetivo promover um ambiente que instigue a imaginação, a criatividade e a ludicidade”, diz a gerente de marketing corporativo da Rede Bahia, Lilia Gramacho, que divide a curadoria do evento com Mira Silva, diretora do programa Aprovado. Mira também vai mediar o bate-papo entre as crianças e os escritores.

O grupo infantil Playgrude se apresenta sábado à tarde em Cachoeira (Foto: Isabela Trigo)

Entre quinta e domingo, as crianças vão conversar com escritores como Roseana Murray, autora de livros como Colo de Avó e Quem Vê Cara Não Vê Coração. “Na minha apresentação, farei brincadeiras poéticas, que são dinâmicas com meus poemas. Apresentarei dois textos animados e falarei sobre a minha vida de poeta”, diz Murray, que estará na Fliquinha na sexta-feira, às 15h30. Em seguida, às 16h30, Carlinhos Brown participa de um bate-papo musical.No sábado, um grupo de teatro local, Casa de Barro, formado por crianças, apresenta, às 9h, a peça Eu Vi o Rio Rir, sobre mitos e lendas que fazem parte do imaginário das comunidades que beiram o Recôncavo.Profissionais ligados à educação infantil também são alvo da programação, observa Lilia: “Eles vão se interessar pelo filme O Começo da Vida, que fala sobre a importância da infância para a constituição do sujeito”. Após o filme, a psicanalista Claudia Mascarenhas participa de um debate. A Fliquinha costuma atrair o público de outras cidades do Recôncavo, como observa Lilia: “Recebemos muitas escolas. No sábado e no domingo, vêm turmas de cidades mais distantes, como Ilhéus. E esse público infantil é ótimo porque a criança, quando não gosta, é muito sincera. Não tem essa de ‘fazer de conta’ que gosta”.

Correio24horas