FLICA

"Não existe uma arte com uma troca tão profunda como a literatura", diz Itamar Vieira Jr

Autor participou da segunda mesa da Flica 2019 juntamente com o escritor Marcelo Maluf

Isadora Sodré (isadora.sodre@redebahia.com.br)
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As mil e uma possibilidades da literatura, a criação literária, a sociedade e o tom da prosa dos escritores Itamar Vieira Júnior e Marcelo Maluf foram os principais assuntos da segunda mesa da nona edição da Festa Literária Internacional de Cahcoeira (Flica). O debate, intitulado “Cartografias da subalternidade: a construção do lugar do outro” e mediado por Wesley Correia, foi realizado na noite desta quinta-feira (24).

Foto: Divulgação
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é uma apresentação do Governo do Estado da Bahia, realização da Icontent e Cali, patrocínio da Coelba via Fazcultura e Governo do Estado, apoio institucional da Rede Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

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Os nuances, o gosto e o amor pela literatura foram detalhados por Itamar Vieira Junior durante o evento. "Na literatura acontece essa troca magica pois, quando a gente pega um livro para ler, existe um acordo com o escritor e com os personagens. O leitor vive aquele tempo, aquelas vidas. A literatura é uma coisa silenciosa, solitária, pois só na solidão a gente vive aquelas vidas.  Eu adoro ler e escrever não existe uma arte que possibilidade uma troca tão profunda como literatura", disse o escritor baiano Itamar Vieira Júnior. 

Para o paulista Marcelo Maluf,  a literatura é um agente de transformação social que pode trazer mudanças para a humanidade. “Diante da falta de empatia que estamos vivendo atualmente, onde os nossos governantes não veem o outro, a literatura chega para cumpri esse papel. Ela pode, dentro das histórias, nos tornar mais humanos”, explicou o autor. 

Durante a mesa, Itamar também pontuou a espontaneidade da criação literária. “Tudo acontece quando tem que acontecer. Sou um leitor, antes de mais nada, estaria satisfeito em apenas ler”, disse. 


Veja a Mesa 2 -  “Cartografias da subalternidade: a construção do lugar do outro”: