FLICA

Representatividade LGBTQIA+ e feminismo marcaram a quarta mesa da Flica 2019

Escritora argentina Mariana Komisseroff e a escritora gaúcha Natália Borges Polesso falaram sobre suas obras e sobre as suas trajetórias

Isadora Sodré (isadora.sodre@redebahia.com.br)
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A Representatividade LGBTQIA+ e o feminismo marcaram a quarta mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira  (Flica) na tarde desta sexta-feira (24). Durante o debate, intitulado 'A Literatura que Ousa Dizer Seu Nome' e mediado por Mariana Paim, a escritora argentina Mariana Komisseroff e a escritora gaúcha Natália Borges Polesso falaram sobre as suas obras e de como elas refletem as suas vivências e a visão que têm da sociedade.

Foto: Divulgação
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é uma apresentação do Governo do Estado da Bahia, realização da Icontent e Cali, patrocínio da Coelba via Fazcultura e Governo do Estado, apoio institucional da Rede Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

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"Primeiramente, tive uma dificuldade de me reconhecer como escritora, só após o lançamento do meu primeiro romance consegui me enxergar assim pois, na literatura, temos que vencer diversas hierarquias", contou Mariana.

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Durante a mesa, Natália contou que, ao procurar livros que tinham como protagonistas mulheres lésbicas, encontrou poucas obras e isso a motivou a escrever sobre essas vidas. "Tive essa preocupação em contar a historia esses corpos que sofrem preconceitos e que não podem, muitas vezes, transitar pelos lugares", explicou.

Natália também relatou que a sua trajetória como escritora convergiu também como um movimento de autoconhecimento. "Quando escrevi o romance é que me percebi feminista. Eu espero que minhas obras possam ser lidas por qualquer pessoas, mesmo que ela não se identifique com o feminismo, mesmo que elas tenham em suas linhas a minha militância", disse a autora argentina.

Mesa 4 - 'A Literatura que Ousa Dizer Seu Nome'