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Balanço Financeiro do Grêmio - 2019

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“Até a pé nós iremos". Dia de falar do tricolor dos pampas, do “O Imortal”. Clube que vem de um bem sucedido processo de reestruturação e vira exemplo a ser seguido por outros no cenário nacional. É dia de Grêmio !

Começar logo com um gráfico que explica muita coisa. Note que nos últ. 3 exercícios, a diferença entre receita e custo operacional vai abrindo uma "boca de jacaré". Resultado disso: maior superávit operacional que propicia a manutenção da capacidade de investimento em elenco.

Foto: Reprodução / Twitter Futebol S/A

O gráfico acima, do Relatório da Diretoria, mostra o quanto o clube tem sido austero na condução do negócio. Em 2016, o custo operacional representava 96%. Em 2019, esse número derruba para 76%. Certamente, um dos menores dos clubes brasileiros.


Aqui, o famoso "breakdown” das receitas operacionais. Note que o bom desempenho esportivo e as novas métricas de premiações em relação a classificação, fizeram a participação da TV sair de 33% para 39% de um ano para outro. Venda de atletas tbm diminui 2019 x 2018.

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Abertura das receitas, crescimento de 5,7% em relação a 2018. As receitas de TV compensaram um decréscimos na receita extraordinária de negociação de atletas.

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Receitas de transmissão que foram aumentadas tanto no Brasileirão, quanto na Libertadores. O clube foi 4o lugar na competição nacional e chegou até a semifinal do torneio continental.

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No detalhe abaixo, a abertura das negociações de atletas. Venda de Tetê para o @FCShakhtar Shakhtar Donetsk representou mais da metade das transações. A base “fazendo dinheiro” que possibilita retroalimentar investimentos na própria base e no profissional.

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Nas contas de ativo, notamos o crescimento do ctas à receber. Importante sempre dizer ao torcedor: grande parte das vendas de direitos de atletas não são pagos à vista. Os clubes de foram também parcelam suas compras e isso pode impactar em maior demanda de capital de giro.

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Não foi o caso do Grêmio. Sua necessidade de giro de curto prazo saiu de R$ 75 mm (2018) para R$ 50 mm (2019). Por que a redução? O clube vendeu menos direitos de atletas, mas o principal são os superávits dos últimos anos que fazem com que, mesmo recebendo à prazo, ele tenha …

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..."gordura para queimar” sem precisar recorrer a capital de terceiros (bancos, por exemplo). O passivo circulante (obrig. até 12 meses) até diminuiu em aprox. R$ 8 mm.

Dívida de banco (de curto e longo prazo) se mantiveram estáveis.

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Nas contas de passivo, o que mais chama atenção (mais de 50%) são as “outras obrigações". E metade deste valor é a Arena POA, abertos também na informação abaixo.

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Redução de dívida bancária fortíssima nos ult. anos. O clube foi aumentando de tamanho em receitas e isso não provocou aumento de dívidas. Nome para isso: gestão!

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Endividamento bancário todo com o Banrisul, banco gaúcho presente no mercado desde 1928. Taxas praticadas dentro do mercado, mas acreditamos que os números do clube já permitem buscar linhas um pouco mais baratas.

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Além disso, clube derrubou em 50% as suas despesas financeiras. O dever de casa foi muito bem feito em um ano em que houve mudança da TV na forma de pagamento. Os clubes precisaram carregar endividamento para suprir capital de giro.
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Alô torcida gremista! Se algum torcedor tiver dúvidas que uma gestão austera com boa performance esportiva ganham jogo, olhem para contas “déficits acumulados”. O clube vem amortizando essa conta grande até hoje, acelerando muitos nos últ. anos. Gestão responsável traz perenidade.

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Profut extremamente equilibrado e pequeno para um clube desse tamanho. Dívida praticamente toda de longa prazo e o fluxo de caixa agradece. Contingências judiciais também em números equilibrados.


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Chegamos ao DRE. Como mencionado anteriormente, a eficiência esportiva nos últ. anos (menor gasto, maior resultado esportivo) propiciou o clube gerar superávits.

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Não há comentários adicionais. Deixamos uma pergunta: qual a dúvida que o Grêmio estará sempre “nas cabeças”, disputando títulos, se mantiver a austeridade financeira e performance esportiva associada? Nenhuma.

“O Imortal” segue sua trilha de destaque no cenário.

Viva o Grêmio.