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Balanço financeiro do Sport - 2019

Clube subiu no ano passado para Série A, mas enfrentou enormes desafios no campo das finanças

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Hoje é dia de análise de mais um Balanço publicado. É dia de falarmos do Leão da Ilha, o Sport Recife. O clube subiu no ano passado para Série A, mas enfrentou enormes desafios no campo das finanças. Aos números:

Foto: Reprodução / Twitter Futebol S/A
Vamos começar pela grana que entra. O clube teve forte decréscimo de receitas, reflexo da queda para a Série B. A linha “Futebol” - aqui englobam Tv, negociação de atletas, entre outros - saiu de R$ 79 mm para R$ 22mm e “Contribuições associativas” reduziram pela metade.
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O clube vinha em 2017 e 2018 beirando os 3 dígitos (R$ 100 mm), mas as consequências para um clube que cai para Série B são implacáveis. A Diretoria teve que trabalhar com receitas que caíram em mais de 60%, fechando 2019 com R$ 37,8 mm.

Aqui, passamos rápido pelas contas de ativo do Balanço para mostrar que o contas à receber de curto prazo (até 12 meses) embicou para baixo. Em 2018, o clube tinha R$ 11 mm a receber em 2019 e ele virou, no fim de 2019, com somente R$ 1,8 mm para 2020. Guarde essa informação.

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Guardou? Aqui é a bronca. A dívida de curto prazo (até 12 meses) é de R$ 150 mm. A cada R$ 1 de recebíveis, R$ 26 de obrig. de curto prazo. Claro que com a subida para a Série A, o valor de Tv sobe consideravelmente, mas a nossa análise se refere a “fotografia” de como virou …
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...o ano para 2020. É um dado muito relevante em função da pouquíssima capacidade de honrar seus compromissos de curto. Cerca de 80% dessa dívida de curto está em Fornecedores, Ob. Tributárias e Ob. sociais e trabalhistas.

Lembrar que o Sport não aderiu ao Profut.

Endividamento bancário muito baixo, nada muito relevante. Somente um ponto de atenção é que um dos credores é uma factoring, dívida esta vinda pelo menos desde 2017.

Taxas praticadas dentro de mercado.

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O clube também tem enfrentado problemas para honrar os parcelamentos tributários. E aí o que acontece? Quando o parcelamento não é honrado, a dívida reabre e volta com todos os eventuais descontos de multa/juros que podem ter sido pactuados na época do parcelamento.
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Não aconteceram alterações nos empréstimos com algumas pessoas físicas e jurídicas. A dívida ficou congelada em 2019, mas grande parte está lançada como obrigação de curto prazo. Ops…
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Tem uma errata corrigindo o valor da dívida dos mútuos (empréstimos). Houve uma alteração de R$ 5,26 mm para R$ 5,74 mm, provavelmente algum tipo de correção (quase 9% a.a.) que os credores utilizaram para rolar a dívida mais um ano.
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Vamos chegando no final, no DRE. O clube, que já vinha com déficit em 2018 de cerca de R$ 14 mm, deteriorou ainda mais fechando o exercício em R$ 22,6 mm no negativo. Notem que já existe um déficit de R$ 5,4 mm na largada, quando abatidos os custos das atividades. Ainda assim...
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