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CEO da Bundesliga critica clubes que articulam Superliga Europeia

“São máquinas de queimar dinheiro mal administradas”

Flankel Lima
- Atualizada em

CEO da Liga de Futebol Alemã (DFL), responsável pela organização das duas primeiras divisões da Alemanha, Christian Seifert fez duras críticas à ideia de uma Superliga Europeia, mirando em suas palavras Real Madrid, Barcelona e outros clubes de elite interessados na criação da nova competição. Para Seifert, essas agremiações são “máquinas de queimar dinheiro mal administradas”.

“A verdade brutal é que alguns desses tais superclubes são, na verdade, máquinas de queimar dinheiro mal administradas, que não conseguiram, em uma década de incrível crescimento, chegar perto de um modelo de negócio de alguma forma sustentável”, afirmou Seifert, durante uma cúpula de negócios do futebol organizada pelo Financial Times.

Para Seifert, qualquer dinheiro extra que uma nova competição nestes moldes, incluindo apenas os principais clubes das cinco grandes ligas europeias, traga será mal gasto, como já tem sido o caso, em sua visão.

“Se eu fosse um investidor, eu me perguntaria se eles são os parceiros certos. No fim, eles vão queimar este dinheiro como fizeram nos últimos anos. Eles deveriam pensar em desenvolver um modelo de negócio sustentável e limites de salário.”

Em janeiro de 2021, a Fifa reiterou sua oposição à criação de uma Superliga Europeia, acrescentando ainda que jogadores que participassem da competição ficariam inelegíveis para competições de seleção organizadas pela entidade máxima do futebol e por federações continentais.

A Forbes aponta que três dos principais clubes do mundo, Real Madrid, Liverpool e Manchester United, estariam entre as principais forças advogando pela superliga, enquanto o ex-presidente do Barcelona Josep Maria Bartomeu, que pediu renúncia do cargo em outubro de 2020, afirmou em sua saída que havia entrado em acordo para que o clube participasse de tal competição no futuro.

Além do CEO da DFL, Richard Masters, seu homólogo da Premier League, afirmou que a Superliga Europeia seria “destrutiva ao valor do futebol doméstico em toda a Europa, não apenas à Premier League”.

O fantasma da Superliga tem feito a Uefa se movimentar para mudar a sua Champions League e tentar torná-la mais atrativa e rentável a partir de 2024. Entre os pontos já discutidos estariam um aumento para 36 clubes, certas vagas definidas por ranking histórico e a implementação do sistema suíço para parear as equipes e definir os confrontos.

Por Trivela