Gastronomia

Vale a pena conhecer uma cervejaria? iBahia revela detalhes

iBahia viajou até Pernambuco para fazer um tour cervejeiro e te revela se realmente é algo que vale a pena

Guinho Santos* (guinho.santos@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Trilha do Chope conta com entrada já no tema
Foto: Guinho Santos
Sair de Salvador, juntar um grupo de amigos, conhecer um lugar novo e ainda degustar o que você tanto gosta: cerveja. Será que vale a pena? Recebi o 'desafio' de ir até Recife para ser um dos primeiros a conhecer o tour cervejeiro da Ambev Pernambuco. Eu e mais um grupo de jornalistas e influenciadores passamos uma manhã no santuário (risos), que fica localizado em Itapissuma.

A princípio pensei: sério que vou acordar cedo para 'tomar uma'? Seria uma pauta dos sonhos, né? Tirando a parte do acordar cedo, a experiência foi realmente muito proveitosa e eu já adianto: faça valer a pena. Não só pelo fato de apreciar uma boa cerva, mas pelo momento em si.

A começar pela atenção da equipe: é possível, mesmo você não sendo jornalista, tirar todas as suas dúvidas que tem sobre os produtos, desde sua fórmula, até embalagem e todo o processo. Logo de cara, a gente já encontra uma entrada que já demonstra o que vem por aí: tudo sobre cerveja!


Brasão dos cervejeiros
Foto: Guinho Santos/iBahia
O tour te leva, de início, para 9.000 a.C, quando a cerveja foi inventada. A partir daí, muita história, uma cronologia de cada detalhe de como tudo aconteceu e o que mais chamou a minha atenção foram as curiosidades. A cerveja surgiu antes do pão (como assim, gente?), tem uma santa que é conhecida por seu amor pela cerva e o que me deixou surpreso foi que os monges foram os responsáveis pelas primeiras receitas da bebida.
Corredor traz história sobe a cerveja a cada passo do visitante
Foto: Rafael Martins
Daí você diz: 'ah, mas quem é amante cervejeiro sabe de tudo isso'. Nem sempre. Estava acompanhado de pessoas que trabalham diariamente com isso e percebi a curiosidade e a satisfação de cada um em 'descobrir' muita coisa que não sabia. Concluindo a história, vamos para a parte prática, como tudo realmente funciona. É aí que os olhos ficam atentos aos enormes máquinas onde a 'mágica' acontece. Todo o processo é explicado, de forma bem didática, e ainda temos acesso aos ingredientes, antes do produto pronto, e ao local onde a cerveja ganha aquela roupagem que a gente vê.
É na Brassagem onde a mágica acontece
Fotos: Guinho Santos

Depois daí, a visita chega àquele momento que todo mundo quer, né? 'Beber o leite direto da teta da vaca'. Foi assim que ouvi ao chegar na sala de degustação, onde a cerveja sai direto pro seu copo. É ali que você tem a chance de sentir o sabor daquela cerveja que você viu ser produzida antes. Esse espaço, sem dúvidas, é um dos mais especiais para os 'Beer Lovers'.
Espaço Degustação é o queridinho dos visitantes
Foto: Guinho Santos/iBahia

E pensa que acabou por aí? Ao finalizar a tour dentro da cervejaria, a gente ainda foi levado para um boteco que fica lá dentro mesmo, onde fomos apresentados ao novo produto Ambev: a Skol Hops (a qual você vai saber logo mais abaixo). Mas fiquei sabendo que os visitantes vão ter a chance de degustar quatro rótulos diferentes e aprender a harmonizá-los. Tem também uma lojinha logo em frente com todos os produtos voltados à cerveja, além de novidades que vão estar disponíveis em breve, como a mostarda da Budweiser.
Visitas podem ser agendadas a partir desta sexta (08)

O balanço que tiro de tudo isso? Positivo. Sim, vale a pena visitar uma cervejaria, principalmente para quem é cervejeiro raiz mesmo. Não é só uma 'visita'. É descoberta, é conhecimento, história, é trabalhar os sentidos - em especial o olfato e paladar -, é ter noção da dimensão que este universo tem.
Apreciar a cerveja direto da fonte: um momento que só quem é cervejeiro entende
Foto: Rafael Martins
Quem quiser viver essa experiência tem oportunidade de fazer tudo de graça. A Ambev abriu as portas para o público fazer a tour nesta sexta (08). Os amantes de cervejas e curiosos podem acessar o site do Beer Lovers e marcar a visita, que acontece as sextas (8h30 e 13h) e sábados (9h30 e 14h). O limite é de 25 pessoas por turma e apenas maiores de 18 anos podem participar. 

Skol Holps
A cerveja foi lançada oficialmente em um evento em Stella Maris, em Salvador, na última quarta-feira (06), e já está disponível no mercado para compra nesta sexta (08). O preço sugerido, segundo informações dos representantes da marca, está entre a Skol tradicional e a Beats.

Hops é a puro malte da Skol
Fotos: Guinho Santos e Rafael Martins
A Hops é a puro malte da empresa, que enaltece ao público o lúpulo aromatizado. O produto conta com um bland de quatro lúpulos, vindos dos Estados Unidos e da Alemanha, o que garante a sua identidade. "Quando fizemos a receita de Skol Hops, a gente testou inúmeros lúpulos, inúmeros blands e o que mais chegou no que a gente queria foi esse experimental que a gente ainda está vendo como vai se chamar", explicou a mestre cervejeira da Ambev, Laura Aguiar.

Segundo a somelier, a Hops não foi criada para um consumidor específico: "é o público que busca uma cerveja leve e refrescante. Não gosto muito de rotular o público. A gente busca a diversidade, por isso temos um portfólio para todo o tipo de gostos. A pessoa que vai tomar a Hops, tá em busca disso: de refrescância. A ideia é trazer mais informações cervejeiras para o consumidor".

Laura Aguiar é somelier e mestre cervejeira da Ambev
Foto: Rafael Martins
Questionada sobre o motivo de ter escolhido o Nordeste para o lançamento do produto - a Hops vai chegar no restante do país no segundo semestre, Laura explicou: "a ideia foi privilegiar um público que nos privilegia. O Nordeste é um publico muito grande para a Skol e é um público muito importante pra gente. E a gente acredita também que é a cara do Nordeste, por ser uma cerveja leve e refrescante. A ideia é que no futuro a gente possa expandir para as outras regiões também". 

*O repórter viajou a convite da Ambev.