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Especial Cancún: confira guia de viagem de um dos destinos mais concorridos do Caribe

Erick Issa fez um guia especial sobre como viajar a esse paraíso; ele será dividido em três partes

Erick Issa*

Cancún é um dos destinos mais concorridos do Caribe. Dizem que basta pisar nesta praia mexicana para se apaixonar e querer voltar sempre que possível a esse destino. Há até quem sonhe em se casar à beira mar, tornando o clima ainda mais romântico e encantador. Mas nem só de paixão vive Cancún. Suas belezas, misturada à cultura mexicana, com uma dose elevada de badalação, fazem desse lugar uma excelente pedida quando o assunto é viajar para o exterior.

Estive em Cancún em outubro deste ano. Foi minha segunda vez nesse lugar paradisíaco. No texto da semana e das próximas (dias 7 de dezembro e 14 de dezembro), trago todas as dicas úteis do que você precisa saber para organizar uma viagem ao paraíso. Bora arrumar as malas e ser feliz pelo mundo? Então, se liga nas informações abaixo para saber o que fazer, como chegar, quando ir, onde comer, onde se hospedar, dentre outras coisas. Vamos lá!

Como chegar? 
Cancún possui o segundo aeroporto mais movimentado do país, atrás apenas da capital mexicana. Saindo do Brasil, há opções de voos diretos com a GOL partindo de Brasília. Há também a possibilidade de chegar até Cancún com conexões em voos de outras companhias, como é o caso da Copa Airlines (Panamá), Avianca (Colômbia) e da própria Aeroméxico, que tem voos diretos ligando o Brasil à Cidade do México.

Na primeira vez que viajei até Cancún, voei com a Latam até a capital mexicana, conheci a região e só depois peguei um voo interno com uma companhia de baixo custo para seguir viagem até a praia caribenha. Essa também é uma opção caso você deseje desbravar a Cidade do México. Desta vez, voei com a Copa, a partir de Guarulhos, com uma conexão na Cidade do Panamá, para, então, seguir até Cancún num segundo voo da mesma companhia.

Fique atento às promoções de passagens para encontrar os melhores preços e economizar na sua viagem ao México. Já falamos nesta coluna sobre algumas dicas de aplicativos para economizar na hora de comprar uma passagem aérea. Caso não tenha lido esse texto, basta explorar a nossa aba de turismo aqui mesmo no iBahia e pegar as melhores dicas.

Cancún é conhecido pelas águas cristalinas (Foto: Acervo / Erick Issa)


Quando ir?
Esse é um destino que pode ser explorado em todas as épocas do ano, já que suas temperaturas são sempre um convite ao banho de mar. Porém, há quem prefira não viajar entre os meses de agosto e novembro, por que são conhecidos pela famosa temporada de furacões. Isso não quer dizer que se você viajar em um desses meses, vai se deparar com uma enorme tempestade tropical. Não! Esse é apenas um alerta!

Embora setembro e outubro sejam os meses mais chuvosos, eu mesmo estive por lá agora e peguei dias ensolarados com quase nenhuma chuva e nem sinal de furacão. Se você é do tipo que nem sonha em pegar uma chuvinha num destino de praia, então, se programe para viajar a Cancún entre os meses de fevereiro e maio, que é quando o risco de chuva é mínimo. Já a alta temporada, muito concentrada em dezembro e janeiro, tem bom tempo, mas os preços costumam subir, principalmente com a hospedagem.

Se você acha que seguro morreu de velho, planeje sua viagem fora da temporada de furacões. Lembrando que a chance de topar com um deles é mínima. Se escolher viajar em um dos meses citados como propícios a furacões, faça que nem eu e monitore formações tropicais pelo site do Centro Nacional de Furacões no endereço www.hurricanes.gov.

Região do Coco Bongo é altamente turística (Foto: Acervo / Erick Issa)

Onde ficar?
Essa é uma das principais dúvidas de quem visita Cancún. A ‘Zona Hotelera’, uma das animadas áreas da cidade, abriga resorts que funcionam no esquema “All Inclusive” (tudo incluído) e outros hotéis que não oferecem todas as refeições e bebidas no pacote, mas que possuem boa estrutura. Se hospedar em Cancún não é barato, mas você pode usar de algumas táticas para tentar economizar.

Primeira coisa: Se você vai desbravar a região e fazer vários passeios, esqueça hospedagem em sistema tudo incluído. Neste caso, você pagaria mais caro e sequer usufruiria do que é oferecido. Se sua ideia for ficar apenas no resort, curtindo a estrutura e a praia, então, pode escolher essa opção sem medo.

Se hospedar na ‘Zona Hotelera’, principalmente na região mais próxima da famosa boate Coco Bongo, pode ter um custo mais alto, mas também traz comodidades, como o fato de estar mais perto da badalação, de uma maior variedade de restaurantes e dos pontos de partida mais próximos para quem viaja à Isla Mujeres.

As duas vezes que estive em Cancún, fiquei no mesmo hotel, que, embora seja um resort, não funciona no esquema “All Inclusive”, o que deixa a diária um pouco mais barata. Estou falando do Presidente Intercontinental. A estrutura é boa, com piscinas, restaurantes, hidromassagem e praia privativa, além de estar a 15 minutos de caminhada do Coco Bongo e ter um ponto de ônibus em frente.

Amorino é uma sorveteria local (Foto: Acervo / Erick Issa)

Outra vantagem é o fato do hotel oferecer o exame antígeno de detecção do coronavírus de forma totalmente gratuita. Por conta da obrigatoriedade de apresentar esse exame para retorno ao Brasil, isso acaba sendo uma vantagem. Como esses hotéis variam muito de preço, sugiro que pesquise por todas as plataformas, seja Booking, Hoteis.com, Trivago, Expedia, dentre outros. A minha reserva desta vez foi feita pela plataforma Smiles, pois a diferença de preço chegava a R$ 300 de um site para outro. Se atente a isso.

Caso o orçamento permita, escolha se hospedar nesta área central da ‘Zona Hotelera’. Você vai estar perto de tudo, o que significa comodidade. Se o orçamento for bem apertado, há opções de hospedagem no Centro de Cancún. Não é uma área turística, mas, levando em conta que o transporte público (ônibus) por lá é bem barato e passa a todo o momento, talvez seja uma boa opção. Sobre o ônibus, falarei mais à frente.

Se você está se questionando sobre AirBnb, confesso que cheguei a pesquisar, mas não achei opções interessantes, já que a ‘Zona Hotelera’ é dominada pelos hotéis, enquanto apartamentos ficam mais afastados, no próprio centro de Cancún.

Uma boa opção é se hospedar em Playa del Carmen, onde os hotéis são muito mais baratos que Cancún. A questão é a distância de 1h entre um lugar e outro. Se estiver de carro, talvez isso não seja problema. Mas, se estiver de ônibus, terá que pegar uma locomoção até o Centro de Cancún e de lá tomar outra condução até a área turística.

Pese todos os prós e contras antes de escolher onde ficar e, sobretudo, pesquise bastante. Sobre a Playa del Carmen, trarei todas as dicas no texto das próximas semanas. De repente, você vai preferir ficar toda sua viagem por lá e nem vai fazer questão de estar em Cancún, afinal, os dois destinos possuem praias, badalações e passeios similares.


Las Quekas é um restaurante bem econômico (Foto: Acervo / Erick Issa)


Onde comer?
A culinária mexicana é uma das mais saborosas do mundo, o que é um convite para provar iguarias como tacos e quesadillas. Fique atento com a pimenta. Quase tudo tem um certo grau de pimenta que pode ser demasiado para alguns paladares. Se você é mais tradicional e prefere comer arroz, frango, massa e coisas similares, não se preocupe. Há de tudo na ‘Zona Hotelera’, inclusive as famosas redes de fast food.

Para economizar, comi, muitas vezes, em um lugar chamado Las Quekas. É extremamente barato. Para se ter ideia, entre os sabores disponíveis de quesadilla, qualquer uma saía por 12 pesos mexicanos, o que equivale a mais ou menos R$ 3,10 na cotação atual. Eu pedia duas quesadillas, sabores queijo e tinga de pollo (frango) e estava satisfeito com o meu jantar.

Obviamente que também comi em outros lugares, os quais indico a vocês. Um deles é o Restaurante Mextreme, que fica na região do Coco Bongo e conta com bons preços tanto para a comida quanto para bebidas como a tradicional Pina Colada.

Poucos metros do Mextreme tem a famosa pizzaria Dominos, que pode ser uma opção caso você prefira comer pratos mais tradicionais. Os sabores das pizzas são similares aos que as unidades brasileiras comercializam, como, por exemplo, pepperoni, porém os preços são mais caros. A pizza grande para dois custava cerca de R$ 50.

Uma boa opção é explorar os restaurantes do La Isla, um shopping a céu aberto no KM 12,5 da Boulevard Kukulcan, avenida que corta toda ‘Zona Hotelera’. Neste lugar, há restaurantes de comida mexicana, como o Taco y Tequila, que vende bons tacos. Neste mesmo shopping, você pode encontrar Mc Donald’s e Burger King, além de sorveterias para o momento de se refrescar, afinal faz bastante calor em Cancún. Você pode optar pelo conhecido Haagen Dasz ou buscar algo mais nacional, como Amorino ou o Aldo’s.

Erick Issa*
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