Minha Salvador

'De raiz': Coisas que só soteropolitanos sabem o que é

O que para nós faz muito sentido, para quem é de fora parece difícil entender

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Para quem é soteropolitano, esta quarta-feira (29) é dia de celebrar. Nossa cidade completa 468 anos de - claro - muita história. E nenhuma história é completa sem seus personagens. No caso, sem o povo de Salvador. Povo este, inclusive, cheio de característica e um jeito próprio, desde a fala, até os costumes. O que para nós faz muito sentido, para quem é de fora parece difícil entender. Pensando nisso, listamos algumas coisas que só quem é de Salvador sabe exatamente o que é. Confira!

As Gordinhas:

Quem é de Salvador sabe: este é um dos pontos de referência mais usados na cidade, em especial no Carnaval. "Nos encontramos nas gordinhas", "Estou nas gordinhas", "ali, do lado das gordinhas" são expressões comuns no dia a dia do soteropolitano. "As gordinhas" estão localizadas no bairro da Ondina, no ponto em que se encerra o circuito Dodô, e é a forma carinhosa que os locais chamam a obra da artista plástica Eliana Kértsz. 

Elas nasceram para homenagear "as meninas do Brasil". Com quase quatro metros de altura cada e uma tonelada e meia, elas representam os negros, os brancos e a comunidade indígena. Há seis anos elas são figuras presentes na Avenida Ademar de Barros. 

Pau Miúdo:

Para os turistas, pode parecer ousadia, mas está longe disso. Pau Miúdo é simplesmente o nome de um bairro de capital baiana. O nome do local gera, obviamente, muitas brincadeiras entre os moradores. Apesar das 'gracinhas', o bairro tem como referência o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, por exemplo. Está localizado próximos aos bairros da Cidade Nova, Baixa de Quintas, Caixa d'Água e IAPI.  

Lá ele:

Se tem uma expressão, além do famoso oxe, que define bem o espírito do soteropolitano é "lá ele". Não faz ideia do que signifique? Vamos explicar: a gíria é usada quando a conversa segue para um duplo sentido, com alguma "maldade". O "lá ele" joga a responsabilidade da ação para outra pessoa, ou seja, "comigo não, com ele" ou "eu não, ele". Então saiba, se um soteropolitano responder a você com esse gíria, é porque ele não gostou de sua fala.  

Pão Delícia:

Ok, pessoas de fora podem até saber e ter provado essa delícia, mas ela tipicamente soteropolitana, assim como o acarajé, por exemplo. Em Salvador, não existe uma festa de aniversário clássica sem pão delícia. Ele tem que estar presente ao lado da coxinha, do kibe...Por nós, é carinhosamente chamado de pãozinho e tem diversas versões: o clássico é com recheio de queijo, mas é possível encontrá-lo com outros ou até mesmo sem nada. Se vier a Salvador, não deixe de provar.

Baba:

"Bora bater o baba?" é uma pergunta bem comum nas ruas de Salvador. Baba é nada mais, nada menos, do que jogar futebol. Se em vários cantos do país isto é chamado de "pelada", aqui não se fala outra coisa do que baba. A expressão pode ser utilizada para um futebol entre amigos despretencioso, ou aquele sagrado de dia de domingo, ou um campeonato de bairro e até mesmo para jogos de times como Bahia e Vitória - especialmente se a partida foi ruim.