Moda e Beleza

Conheça os melhores lugares para garimpar no Pelourinho

A rota do garimpo no Pelourinho como você nunca viu: preços baixos, artigos de qualidade e tudo muito trend

Leo Amaral e Paula Magalhães, do Correio

Há quanto tempo você não bate uma boa perna no Pelô? As descobertas são tantas que vale o giro. Esqueça as triviais lembranças da Bahia. Um garimpo no Centro Histórico vai muito além.

No rolé, descobrimos preciosidades vindas de países africanos, tramas feitas pelas nossas bordadeiras e o refinado trabalho de artesãos de todo o Brasil. A dica é passear e apreciar sem pressa. Das muitas possibilidades do roteiro, destacamos três pontos babadeiros para facilitar a sua vida.


Um olhar brasileiro

Uma seleção apurada de peças artesanais brasileiras. Assim é a loja Coisas da Terra, no Pelô desde 2003. Ali estão expostos cerâmicas baianas, utensílios mineiros e preciosidades de outros cantos do país. Destaque para o trabalho da ceramista baiana Selma Calheira, que vive no extremo sul da Bahia e tem mais de 40 anos de carreira.

Sua marca registrada são as bicudas, esculturas de mulheres negras com lábios vermelhos. As peças da artista custam a partir de R$ 150. “Uma pena que nosso público seja 100% de turistas. O ideal é que as pessoas redescobrissem o Pelourinho”, confessa o proprietário, Vinicius Calheira. E não faltam achados que fisgam o olhar: corda de luz com minicúpulas de fibras, bandeja de metal pintada com fundo estampado, penduradores fofos em forma de batedor de claras e espumadeiras. Com R$ 30 você já descola uma petisqueira.
VÁ LÁ Rua Maciel de Baixo (Gregório de Matos), 19, Pelourinho. Tel. : 71 3321-2360.


Delicadas tramas

As rendas expressam sensibilidade e nos fazem voltar no tempo, a uma época mais pacata, onde o tecer tinha valor especial. Quem estima fazeres manuais vai se encantar com a loja Artesanato Jenipapo. Aberta há cinco anos, tem verdadeiros tesouros capazes de agradar não somente aos turistas, mas também a quem mora por aqui. “O nosso diferencial é que todos os produtos são confeccionados na Bahia”, conta o proprietário, Dailton de Jesus.

No quesito renda, encontramos peças feitas em richelieu, cuja formas arredondadas e desenhos singelos mais parecem um crochê bem fininho, como também em renascença, uma das técnicas mais valiosas. Tem ainda peças em bilro, muito popular no Nordeste brasileiro. Os preços são democráticos e vão depender da seleção. Um porta-talheres custa R$ 10, já um caminho de mesa sai por R$ 150. Os itens bordados fazem sucesso justamente por deixar a casa com charme e história .
VÁ LÁ Rua das Portas do Carmo, 9, Pelouri nho . Tel.: 71 3322-1663.

Cores da África

Não precisa atravessar o Atlântico para levar o melhor da África para casa. Basta um olhar inusitado para garimpo e uma visitinha ao Mercado Negro Katuka, loja especializada em artigos das religiões de matriz africana. O rico acervo é composto de tecidos coloridos e estampados, que podem ir muito além das roupas: são matérias-primas para lindas almofadas e estofados. Os colares de contas de vidro também se destacam e adornam não somente pescoços, mas vasos e esculturas. E se engana quem pensa que o local só possui itens vindos do continente irmão.


Na curadoria, encontramos belas peças feitas em cerâmicas do Recôncavo. Aberta há 9 anos, até maio deste ano, funcionava dentro do edifício Themis. Hoje está em um belo casarão de frente para a Praça da Sé. “Temos duas lojas. Nesta os artigos religiosos se destacam. A outra, batizada de Katuka Africanidades, é focada em moda, arte e livros e fica de frente para a igreja da Misericórdia”, explica o gerente, Lucas Góes. Com R$ 5 você já leva um pequeno vaso de cerâmica.
VÁ LÁ Praça da Sé, 24. Tel.: 71 3321-0151