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Conheça santos remédios para manter a pele saudável e equilibrada por mais tempo

Alimentos não saudáveis são capazes de modificar o "microbioma" intestinal, ou seja, reduzem a quantidade de espécies de microrganismos protetores e aumentam os maléficos

Redação Dino

Pouco se sabe sobre estas palavras: “prebióticos”, “probióticos” e “microbioma”, hoje comuns no tratamento de pele. Existem muitas novidades no mercado dermatológico. A pele é constituída de muitas bactérias vivas, fungos, vírus, formando um grande microbioma que deve estar sempre em harmonia, esta microflora é a “casa” onde eles residem e tem que estar sempre em ordem.

Eles estão em diversos comerciais, como, alimentos, revistas, sites. Parece uma heresia não saber do que se trata. Se antes, os termos como "prebióticos", "probióticos" e "microbioma" eram apenas usados na nutrição, agora eles invadiram o mundo dos cosméticos e tratamentos de pele. E vieram para ficar! A cada dia há uma novidade no mercado, surgem novos estudos respaldando o uso dessas substâncias nas prescrições dos profissionais de saúde e as grandes indústrias de luxo também estão surfando nesta nova onda.

Foto: reprodução / Dino
Aquela velha história de que a pele reflete o que se come tem tudo a ver com isso. Alimentos não saudáveis são capazes de modificar o "microbioma" intestinal, ou seja, reduzem a quantidade de espécies de microrganismos (fungos, vírus, bactérias) protetores e aumentam os maléficos. Os resultados são: dano às células da mucosa intestinal e maior absorção de toxinas (como conservantes, agrotóxicos) que chegam ao sangue e órgãos, como fígado e pele.

Paralelamente, a pele também possui um "microbioma". São incontáveis ácaros, fungos, vírus e bactérias vivas que convivem em harmonia na superfície da pele. A composição dessa flora de microrganismos varia de acordo com as diferentes regiões do corpo, com a hidratação, seborreia, idade, dieta e umidade. São elas que proporcionam parte da imunidade contra agentes de infecção externos e radicais livres.

O desequilíbrio (ou disbiose) desse ambiente se reflete em reações químicas que propiciam o envelhecimento precoce e a piora de algumas doenças, como acne, dermatite seborreica (caspa), dermatite atópica, psoríase, queda de cabelo. É bem aí que entram, para salvar, os famosos probióticos.

Probióticos, prébióticos, parabióticos... é tudo a mesma coisa? Não! A diferença entre eles é fácil de entender.

* Prébióticos:
produtos (alimentos ou suplementos) que contém fibras insolúveis que, seletivamente, estimulam o crescimento e a atividade de bactérias nativas ao serem ingeridos

* Probióticos:
microrganismos vivos que, quando administrados em quantidade adequada, conferem um benefício à saúde. Na maioria das vezes, as bactérias vêm de dois grupos: Lactobacillus ou Bifidobacterium ou levedura Saccharomyces boulardii.
Os produtos com probióticos tentam restaurar o microbioma cutâneo. Podemos encontra-los em alimentos e suplementos e também em cremes, sabonetes, tônicos, xampus, hidratantes.

*Pós bióticos: são substâncias secretadas por bactérias. Tais como enzimas, peptídeos, ácidos teicóicos, polissacarídeos.

*Paraprobióticos: são porções de proteína ativas obtidas a partir de cepas de bactérias probióticas que receberam tratamento térmico-tecnológico específico. São capazes de ativar o sistema imunológico do corpo.
Como escolher entre tantos produtos disponíveis no mercado? Estes produtos podem ser encontrados em sabonetes, hidratantes , filtros solares e produtos capilares. O dermatologista é o profissional ideal para ajudar a definir qual tipo de tratamento tem melhor indicação.



Mas, antes de tudo, é fundamental voltar às origens dos problemas e evitar situações simples, porém corriqueiras, que podem causar o desbalanço do microbioma e a queda de imunidade. Incluem-se nisso:
- Qualidade ruim da alimentação
- Estresse mental
- Sedentarismo
- Uso regular de sabonetes antissépticos e buchas no banho
- Uso indiscriminado de antibióticos
- Exposição solar intensa
- Desodorantes antitranspirantes
- Higiene com sabonetes e xampus inadequados para o seu tipo de pele e couro cabeludo
- Baixa ingestão de água

Fonte: Dra Máira Astur - Cosmiatria e Dermatoscopia