Moda e Beleza

Hairstylist se defende sobre corte polêmico de Clara em 'O outro lado do paraíso'

A ideia, segundo ele, era sair do padrão “perua rica, penteada de salão”

Agência O Globo
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Ela ficou "rycaaa"! Após uma década de sofrimento, Clara, personagem de Bianca Bin em “O outro lado do paraíso”, embolsou milhões, subiu no salto, investiu no decote e “vermelhou” para se vingar de seus algozes. Ellen Milet, figurinista da trama, conta que o guarda-roupa da protagonista é composto por cerca de cem peças entre marcas importadas, como Dolce & Gabbana, e nacionais, itens garimpados em brechós, mercados populares do Bom Retiro, em São Paulo, e de Palmas, no Tocantins, onde a novela é ambientada.


— O mais caro é esse vestido de mais de R$ 4 mil (de Reinaldo Loureço). Mas tem camisetas de R$ 50, botas por R$ 40, bolsas a R$ 150. Calças justas e de cintura alta, bodies e jaquetas de couro são as peças-chave dela. E brinco que usei 50 tons de vermelho para pontuar a nova fase dessa guerreira — explica Ellen, que reforça: — Ela pode ser sexy. Não precisa mais se vestir para agradar a homem, agora é livre.

O hairstylist Neandro Ferreira é o responsável pelo corte rebelde, de “camadas desconectadas”, de Clara. A ideia, segundo ele, era sair do padrão “perua rica, penteada de salão” e criar um ar despojado. A franja picotada é que deu pano para manga.

— Fui atacado pelo Brasil inteiro, recebi mensagens pedindo para eu refazer o corte porque não estava bom. Mas a ideia era justamente sair do clichê e deixá-la moderna. Tudo o que vai contra o convencional gera crítica, e eu já esperava por isso. Mas lá fora tem feito sucesso. Recebo pedidos da Europa, Estados Unidos e até de Dubai. As mais antenadas amam — pontua Neandro.

O closet de Clara é para quem pode. Com R$ 60 mil, avalia a figurinista, uma pessoa pode ter um belo guarda-roupa como o da personagem. “Basta ter um bom profissional para orientar”. Fica a dica!