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Homem entra em hospital e mata seis pessoas

A fuga do atirador após o ataque provocou uma perseguição envolvendo centenas de policiais

Agência O Globo
- Atualizada em

 Um homem de 42 anos matou seis pessoas a tiros nesta terça-feira (10), em uma sala de espera de um hospital na cidade tcheca de Ostrava. O suspeito fugiu e, perseguido pela polícia, cometeu suicídio.

Este foi o mais grave episódio de ataque a tiros na República Tcheca, onde crimes com armas de fogo são relativamente raros. A última vez em que algo parecido aconteceu foi em 2015, quando um homem matou oito pessoas e depois se suicidou em um restaurante na cidade de Uherský Brod.

Ainda não está claro para as autoridades o que motivou o ataque a tiros, que ocorreu no início da manhã desta terça no ambulatório do Hospital Universitário de Ostrava, uma cidade com 290 mil habitantes a 350 km da capital Praga e perto da fronteira com a Polônia.

A fuga do atirador após o ataque provocou uma perseguição envolvendo centenas de policiais. Mais tarde, ele se matou dentro do próprio carro, enquanto um helicóptero da polícia sobrevoava o local.

Segundo o ministro do Interior, Jan Hamacek, o suspeito morreu cerca de meia hora depois, após inúmeros ​​esforços para ressuscitá-lo.



O atirador foi identificado como Ctirad Vitasek, um técnico de construção de uma empresa com sede em uma cidade vizinha de Ostrava. O presidente da companhia, Ales Zygula, disse que Vitasek estava de licença havia um mês e meio. Em entrevista a uma rádio local, ele ainda afirmou que o empregado estava convencido de que estava gravemente doente e que ninguém queria curá-lo.

A polícia disse que recebeu ligações às 7h19 (horário local) e que os policiais chegaram ao hospital cinco minutos depois.

O diretor do hospital, Jiri Havrlant, disse que cinco pessoas morreram no ataque e uma durante a cirurgia. Outros dois ficaram gravemente feridos, mas nenhum médico foi atingido, segundo ele. As vítimas foram baleadas à queima-roupa e todos eram adultos: cinco homens e uma mulher.

O chefe do departamento de polícia regional, Tomas Kuzel, disse que o atirador, que não tinha licença para armas, ficou em silêncio enquanto realizava os disparos. O suspeito tinha antecedentes criminais, incluindo casos de violência e roubo.