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Jovem de 21 anos morre sob suspeita de coronavírus e mãe faz alerta

Família afirma que ela não tinha doenças pré-existentes

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Uma jovem de 21 anos, que não tinha doenças pré-existentes, morreu e reacendeu o alerta de que os jovens não são imunes ao novo coronavírus (Covid-19). O caso aconteceu no Reino Unido. As informações são da BBC News Brasil. 

Chloe Middleton faleceu na semana passada, mas a notícia só foi divulgada nesta quarta-feira (25). A tia de jovem Emily Mistry, disse, em uma postagem no Facebook, que a sobrinha "faleceu no Covid-19" e pediu que outras pessoas "façam sua parte" para impedir a propagação da doença. 

Foto: Arquivo pessoal da família/via BBC

Segundo a BBC, dados do governo britânico afirmam que a maioria dos pacientes que morreram com coronavírus tinha condições médicas pré-existentes. Autoridades de saúde se mostram preocupados com a hipótese dos jovens ignorarem os avisos sobre a propagação do vírus, uma vez que acreditam que a doença apenas acomete idosos.

Família faz pedido
De acordo com a BBC, a família de Chloe fez uma série de publicações no Facebook pedindo as pessoas que seguissem as recomendações para "ficar em casa" e levasse o vírus "a sério". A mãe da jovem, Diane Middleton, afirmou: "Por favor, pense novamente". E ainda disse: "Falando de uma experiência pessoal, esse vírus tirou a vida da minha filha de 21 anos". 

Mistry, a tia, reforçou o pedido: "A realidade deste vírus está apenas se desenrolando diante de nossos olhos". E acrescentou: "Faça a sua parte. Proteja-se e proteja os outros. O vírus não está se espalhando, as pessoas estão espalhando o vírus."

A irmã de Chloe, Amy Louise, também reforçou os pedidos e disse que  já era "hora de as pessoas levarem isso a sério, antes que muitas outras terminem na mesma situação devastadora".

Ainda segundo a BBC, apesar de o risco de morte por causa da covid-19 entre pessoas abaixo de 50 anos (especialmente os mais jovens, de até 30 anos) ser extremamente raro, não significa que eles estão livres de apresentar os sintomas mais graves da doença, ainda que a probabilidade disso acontecer nessa faixa etária seja pequena. 

O professor do Instituto de Microbiologia e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, Willem van Schaik, disse, em entrevista à BBC News Brasil, que é "muito errado pensar que aqueles abaixo de 50 anos sempre vão ter sintomas leves: haverá indivíduos mais jovens e muito doentes também e eles vão precisar de tratamento".

Uma dos motivos para a baixa mortalidade entre os mais jovens é que seu sistema imunológico é mais forte, o que auxilia no combate ao vírus e na recuperação da doença.