Mundo

Jovem só toma banha duas vezes por mês: 'não tem cura'

"Sou alérgica às minhas próprias lágrimas, saliva e suor", explica Tessa

Fernando Moreira, da Agência O Globo

Uma jovem universitária sofre de uma condição bem incomum: ela é alérgica à água. Tessa Hansen-Smith, de 21 anos, toma banho duas vezes por mês e sempre que chora ou sua acaba com febre, fortes dores de cabeça e erupções cutâneas.

Aos 21 anos, a estudante, que mora em Fresno (Califórnia, EUA), não pode praticar esporte e precisa de ser sempre transportada de carro para que o suor não lhe provoque uma nova crise.

Foi a mãe de Tessa, que é médica, quem descobriu a condição rara da filha. Segundo reportagem do "Daily Mail", até a beber um copo de água a jovem se sente desconfortável.

Foto: Reprodução/Instagram(livingwaterless)
Os primeiros sinais da doença apareceram quando Tessa tinha 8 anos. Inicialmente, os pais dela acharam que eram uma reação alérgica aos sabonetes e xampus que ela estava usando. A mãe foi retirando os produtos um a um para descobrir a causa.

"É muito difícil lidar com esta condição. Sou alérgica às minhas próprias lágrimas, saliva e suor", explica Tessa. "Sofro de cansaço muscular e náuseas. O problema surge quando como algo com muita água como fruta e legumes. Mesmo a água potável pode causar cortes na minha língua", acrescentou ainda.

"Quando choro por alguma coisa, cortando cebolas, tristeza ou apenas meus olhos se sentindo irritados porque já são bastante alérgicos a eles mesmos, geralmente sofro erupções cutâneas ao redor dos olhos. É difícil colocar qualquer medicamento nas erupções ao redor dos olhos, porque eles são muito sensíveis", explicou a jovem.

O problema da americana foi identificado como urticária aquagênica - uma doença que atinge menos de 100 pessoas no mundo. Para controlar o quadro, Tessa toma diariamente 9 compridos de medicação anti-histamínica. Os cuidados precisam ser maiores nos raros dias em que toma banho.
Foto: Reprodução/Instagram(livingwaterless)
"Sempre me lembro de que não tem cura", afirmou a universitária.

Apesar dos desafios diários que enfrenta, Tessa está determinada a não deixar sua condição controlar completamente sua vida.

"Sempre fui muito determinada a ser independente e a deixar a minha cidade natal para ir a uma universidade. Eu tento o meu melhor para levar as coisas um dia de cada vez, porque alguns dias são melhores que outros", declarou a jovem, que é natural de Labany (Oregon, EUA).