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Mercado de canabidiol pode render US$ 194 bilhões até 2026

Setor está em franca expansão, especialmente nos EUA

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A legalização da maconha tem atingido cada vez mais locais nos Estados Unidos. Em Illinois, por exemplo, que regularizou o consumo nos últimos meses, a procura tem sido intensa.

Em janeiro deste ano, filas e filas se formaram em casas especializadas para venda da cannabis. Segundo dados divulgados pelo governo, os consumidores já gastaram cerca de US$ 11 milhões na compra da substância desde que a sua venda foi autorizada pela Justiça local, no dia 1º de janeiro.

Foto: Extra Cannabis

Illinois é o 11º estado a legalizar o uso recreativo da maconha nos Estados Unidos. Nele, há 37 estabelecimentos licenciados a comercializar a substância, dos quais 10 estão na capital, Chicago

Dez estados (incluindo o Distrito de Colúmbia, da capital Washington) permitem o uso recreativo da maconha. Entre esses estados, está o maior de todos, a Califórnia, que concentra 12% da população. Outros 20 locais, incluindo Nova York, Flórida, Pensilvânia e Illinois, já regularizaram a maconha estritamente para fins medicinais. A soma desses 30 estados representa 62% da população do país.

Isso faz com que o mercado da cannabis possua valores cada vez mais impressionantes. Sites, como o https://www.weednews.co, apresentam dicas de empresas e formas de consumo da cannabis para um público cada vez mais exigente e que pode pagar por um produto de qualidade

Prova disso é que os números globais desse mercado apontam para a expansão exponencial. No primeiro semestre, o Banco de Montreal, a instituição privada mais antiga do Canadá, onde a maconha também está liberada, apontou, em relatório, que a receita mundial até 2026 pode chegar a US$ 194 bilhões. Outro estudo, este da consultoria Euromonitor International, avalia que, até 2025, esse mercado será responsável por movimentar US$ 166 bilhões.

Vale lembrar que antes do Canadá, que liberou o consumo da maconha em 2018, veio o Uruguai, aqui na América do Sul, que promulgou lei favorável ao uso recreativo e medicinal da maconha ainda em 2013.