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Mulher expõe seu vício em comer talco para servir de alerta sobre 'síndrome de pica'

Ela contou que o desejo repentino por ingerir o produto, especificamente da Johnson's Baby começou enquanto dava banho no seu quinto filho

Agência O Globo

Uma mulher de 44 anos disse ter percebido que estava viciada em comer talco após manter esse hábito por 15 anos. Lisa Anderson afirmou a tabloides britânicos que já conseguiu comer até 200 gramas do pó em um único dia. Ela decidiu expor sua história para servir de alerta a outras pessoas, assim como buscar ajuda profissional.

"Apesar de fazer isso por anos e anos, refleti sobre isso no início deste ano e pensei que simplesmente não podia ser normal", afirmou ao jornal "Daily Mail". "Passei anos sem saber o que estava acontecendo, mas acontece que é uma doença. E só quero que os outros saibam que não estão sozinhos".

Os médicos acreditam que Lisa pode estar com alotriofagia, também conhecida como síndrome de pica, ou seja, uma compulsão por consumir itens que não são alimentos, que pode ser causada por estresse, deficiências nutricionais ou gravidez. Ela deve começar o tratamento neste mês, informou tabloide nesta segunda-feira.

Segundo a moradora da cidade de Paignton, na Inglaterra, o desejo repentino por ingerir o produto, especificamente da Johnson's Baby começou enquanto dava banho no seu quinto filho, pouco após seu nascimento, em 2004.



"É a textura calcária que eu desejo. Eu acordo pelo menos quatro vezes durante a noite enquanto meu corpo apenas o deseja", relatou Lisa, que frisou já ter gasto uma quantia de 8 mil libras com talco.

O talco é feito de um mineral de argila à base de silício, magnésio e oxigênio e pode causar danos à saúde, apontam estudos da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisadores americanos descobriram, em 2016, que o uso de talco genital causou um aumento no risco de câncer de ovário. Em casos de ingestão, é recomendável procurar atendimento médico.