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Vacinas contra covid-19: o que sabemos sobre eficácia e quais estão sendo utilizadas

Imunizantes da Pfizer/BioNTech, Moderna, Sputnik V, Sinovac e Sinopharm já começaram a ser aplicados

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Um dos pilares de esperança em dias melhores depois do início da pandemia do novo coronavírus está em uma eficaz solução: as vacinas contra covid-19. Em todo o mundo, a corrida pelos imunizantes, essenciais para a preservação de vidas e contenção da doença, mobilizou governos, cientistas e pesquisadores em uma velocidade recorde. 

Para entender melhor como está esse processo, o iBahia preparou um guia com detalhes da eficácia e das vacinas que já estão sendo aplicadas ao redor do mundo. As informações desta reportagem foram atualizadas no 23 de dezembro de 2020. Confira:

- Quais as vacinas já foram aprovadas para uso? E qual a eficácia de cada uma delas?
Até o momento, sete vacinas já receberam aprovações de países. São elas:

- Pfizer/BioNTech (BNT162b2) 
País de origem: Alemanha e Estados Unidos
Produzida por: Pfizer, BioNTech; Fosun Pharma
Onde foi aprovada: Estados Unidos, Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte), Bahrein, Canadá, México, Singapura, Omã, Arábia Saudita, Kuwait, União Europeia, Chile, Costa Rica, Equador, Panamá e Suíça
Eficácia: 95% 

- Moderna (mRNA-1273)
País de origem: Estados Unidos
Produzida por: Moderna, BARDA, NIAID
Onde foi aprovada: Estados Unidos
Eficácia: 94,1% 

- CoronaVac (Sinovac)
País de origem: China
Produzida por: Sinovac
Onde foi aprovada: China
Eficácia: Ainda não foi divulgada

- Sinopharm
País de origem: China
Produzida por: Wuhan Institute of Biological Products; China National Pharmaceutical Group (Sinopharm)
Onde foi aprovada: China
Eficácia: 86%

- Sputnik V
País de origem: Rússia
Produzida por: Gamaleya Research Institute, Acellena Contract Drug Research and Development
Onde foi aprovada: Rússia
Eficácia: 91,4%

- BBIBP-CorV (Sinopharm)
País de origem: China
Produzida por: Beijing Institute of Biological Products; China National Pharmaceutical Group (Sinopharm)
Onde foi aprovada: China, Emirados Árabes Unidos e Bahrein
Eficácia: 86% 

- EpiVacCorona
País de origem: Rússia
Produzida por: Federal Budgetary Research Institution State Research Center of Virology and Biotechnology
Onde foi aprovada: Rússia
Eficácia: Ainda não foi divulgada

- Quais efeitos colaterais as vacinas aprovadas apresentaram até agora? 
Em meio a milhões de aplicações de vacinas contra a covid-19, até o momento foram registrados apenas seis casos de reações adversas aos imunizantes. Essas ocorrências aconteceram com pessoas que receberam doses da vacina produzida pela Pfizer/BioNTech. As reações aconteceram cerca de 10 minutos após a aplicação e todas as pessoas foram rapidamente atendidas por profissionais de saúde.

Entre os sintomas apresentados nesses casos estão falta de ar, aceleração da frequência cardíaca, inchaço no olho, tontura e coceira na garganta. 

- Quais vacinas estão prestes a serem autorizadas? 
As três principais candidatas a vacinas que estão próximas de serem autorizadas são: AstraZeneca/Oxford, na qual os testes já foram encerrados e falta apenas aprovação, além da Novavax e da Johnson & Johnson, que estão na reta final da fase de testes. 

- Quantas pessoas já foram vacinadas no mundo? 
Até o momento, 2,8 milhões de pessoas já receberam imunizantes. Os países que mais aplicaram doses são: 

Estados Unidos: 1,01 milhão pessoas
China: 1 milhão de pessoas
Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte): 500 mil pessoas
Rússia: 200 mil pessoas
Israel: 71 mil pessoas

- Quais países já começaram a vacinação?
Nove países já começaram a vacinar sua população. São eles: China, EUA, Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte), Rússia, Israel, Canadá, Suíça, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

- Qual a situação do Brasil?
Quatro vacinas foram testadas no Brasil: Oxford e AstraZeneca (Reino Unido), CoronaVac (China), Pfizer/BioNTech (EUA e Alemanha) e Janssen (Bélgica). Porém, até o momento, o país não assinou contrato de compra com nenhuma empresa ou laboratório que produza os imunizantes, somente de intenção. Ainda assim, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a primeira fase da vacinação no Brasil começará em janeiro de 2021.