Especialista lista hipóteses para falha em arma usada contra Cristina Kirchner


Foto: Reprodução/Redes Sociais

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, sobreviveu a um atentado contra a vida dela, na noite de quinta-feira (1°), depois que a arma usada no crime falhou. As causas do ataque e da falha ainda são desconhecidas. Nesta sexta-feira (2), um especialista cita duas possibilidades que podem explicar o que aconteceu com a arma.

Em entrevista ao g1, o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, fala que uma dessas hipóteses é que a arma, que pertence à marca Bersa e tem calibre 32, estava com munição no carregador, mas ele não havia manobrado o ferrolho para colocar a munição na câmara de onde parte o disparo.

  • Vídeo mostra atentado

Dessa forma, segundo o especialista, quando o suspeito, que é um brasileiro e foi preso, apertou o gatilho, não havia munição para disparar, e o disparo não aconteceu.

Outra possibilidade levantada por Bruno Langeani é que a munição poderia estar velha ou úmida e, por causa disso, a pólvora não explodiu quando o gatilho foi acionado. Com isso, não gerou o disparo do projétil.

A arma

A marca da arma usada no atentado contra a vice-presidente é de origem argentina. De acordo com levantamento do g1, a Bersa é uma empresa que está no ramo há mais de 60 anos no país. 

Os produtos da companhia são mais utilizados pelo público civil. O modelo usado pelo suspeito do crime é de arma compacta, com capacidade de 7 a 10 munições.

Ainda não se sabe se o armamento estava no nome dele ou se estava ilegal. O caso segue sob investigação das autoridades legais.

Porte de armas na Argentina

O porte de armas na Argentina é legal apenas para fins de caça ou tiro esportivo. Quem busca o porte precisa possuir a licença emitida pelo país. Mesmo assim, em público pode-se apenas andar com ela desarmada e separada das munições.

O que aconteceu após o atentado

O suspeito, identificado pelas autoridades locais como Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos, foi preso pela polícia federal da Argentina logo após o atentado.

Durante investigação na casa do homem, 100 balas 9mm foram encontradas, segundo divulgaram sites argentinos como o Infobae, Clarín e o La Nación.

Essa munição, porém, não é correspondente ao tipo de arma utilizada no ataque. Não se sabe porque o suspeito teria esse outro tipo de bala.

O suspeito está custodiado. A juíza María Eugenia Capuchetti será a responsável pelo julgamento dele.

Quem é o suspeito

Ainda de acordo com detalhes passados pelas autoridades locais, o suspeito nasceu em São Paulo, mas não é filho de brasileiros, e se mudou para a Argentina em 1993.

Dados comerciais mostram que ele está registrado como motorista de aplicativo e tem um carro em seu nome. Ele já tinha sido advertido por porte ilegal de arma.

O ataque

O ataque aconteceu na porta do prédio onde a vice-presidente mora. A ação foi filmadas por apoiadores que estavam no local desde a semana passada. Nas imagens, dá para ver o momento em que o homem aponta a arma na cabeça da vítima e ela falha.

Segundo o jornalista Ariel Palácios, da GloboNews, o brasileiro suspeito do crime circulava no meio do grupo de militantes. Pouco antes do atentado, as pessoas ao redor perceberam a movimentação estranha.

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