‘É um tributo da nossa parte’, diz Capital Inicial sobre apresentação de nova turnê em Salvador


Foto: Léo Aversa

E lá se vão 40 anos de carreira regada a muito rock’n’roll e também, de muitas histórias vivenciadas por inúmeras gerações e por eles: Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Flávio Lemos, e Yves Passarell. Estamos falando da banda Capital Inicial que está com sua nova turnê chamada ‘Capital Inicial 4.0’ e se apresenta no próximo domingo (16), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

Diante dessa celebração com direito a DVD e novo álbum, o cantor Dinho Ouro Preto conversou com o iBahia e revelou fatos marcantes ao longo da carreira. De cara, batemos um papo sobre a construção dessa nova turnê tendo em vista toda a perspectiva histórica que a banda tem. E o vocalista foi sincero ao expressar a importância desse momento pra eles e para os fãs.

“Olha, eu percebo esse momento como um grande privilégio. Eu nunca pensei que poderíamos alcançar tantas pessoas que a gente pudesse chegar tão longe. Que a nossa música pudesse encontrar tamanha ressonância. E passados tantos anos, aqui estamos. Acredito que precisamos celebrar com as pessoas que tornaram essa aventura possível, que são os nossos fãs. A turnê quatro ponto zero é isso. Uma festa pros nossos fãs. O essencial é a nossa conexão com a nossa plateia e é isso que esse projeto celebra”, pontuou o vocalista.

Ao todo, a turnê visitará 13 cidades entre as regiões nordeste, sul, sudeste e centro-oeste. E quando questionado sobre a escolha da capital baiana como um dos pontos de parada, Dinho revelou uma grande história.

“Olha, Salvador tá na lista por vários motivos. A gente tem uma conexão com a cidade, porque quando a gente começou lá atrás, no começo dos anos oitenta, a primeira banda a nos estender a mão foi o ‘Camisa de Vênus’. Nós, nos tornamos muito amigos, muitos chegados, dividimos o palco várias vezes, tocamos no Teatro Castro Alves juntos mais uma vez e aliás tem uma história dentro do teatro”, começou Dinho.

“Uma vez ele (o TCA) quase veio abaixo e nos disseram que, depois desse show, proibiram as apresentações de bandas de rock no teatro”, brincou o artista.

Dinho ainda falou da conexão que tem com os artistas baianos do ritmo e de como a Bahia vem representando o rock nacionalmente.

“Eu tenho muita admiração pelo rock baiano, gosto de Raul, gosto da Pitty. Acho que a cidade é um polo importante do rock and roll. A gente já tinha se ligado nisso quando a gente morava em Brasília, quando a gente era moleque. E não é só Salvador. A gente toca com frequência no interior do estado. A gente toca muito na Bahia. Então, acho que é muito por essa soma, desses motivos todos. A importância do rock baiano, nossos amigos soteropolitanos, tudo isso faz com que Salvador precisasse estar entre as primeiras cidades da turnê como um tributo da nossa parte“, descreveu.

Foto: Léo Aversa

Parcerias

A turnê desse novo projeto começou no Rock In Rio, no mês de setembro. E ao longo dos lançamentos, a banda foi apresentando uma série de singles construídos em parceria com inúmero artistas. Na lista, baianos como Carlinhos Brown e Pitty. Perguntamos a Dinho um pouco sobre esse momento de partilha e claro, ‘spoilers’ sobre as canções envolvendo os baianos.

“Olha, nos projetos anteriores do capital, tantos discos ao vivo quanto disco de estúdio, a gente sempre procurou ter parcerias com outros artistas. A gente já gravou com seu Jorge, com Lenine, com Thiago Castanho, do Charlie Brown, com o Fafa Malasca, com CPM, entre outros. Todas essas parcerias foram muito importantes pra nós e acho que é difícil você apontar um momento como superior ou mais importante do que outro porque porque na real eles são diferentes entre si. Aliás, está aí, eu gosto disso, de termos procurado gente que represente toda variedade da música brasileira, sabe? No projeto 4.0, esse projeto de agora, não é diferente, sabe?”, começou.

Dinho detalhou também a série de artistas presentes no projeto. “Tem Ana Gabriela, Marina Sena, Vitor Kley, Samuel Rosa e os baianos Pitty e Carlinhos Brown. E o Carlinhos Brown acabou ficando com, possivelmente, a música mais importante do repertório. A primeira música que o capital gravou e lançou que é ‘Música Urbana’ e a participação dele é um é um momento abençoado, sabe? Ele é uma pessoa brilhante, generosa e inspirada. A canção dele ficou tão especial que ela vai ser uma das últimas a ser lançada como se fosse assim fechar com chave de ouro sabe a chave de ouro é a participação do Brown”.

Foto: Léo Aversa

Cenário do rock brasileiro

O vocalista da banda brasiliense comentou sobre novo cenário do rock brasileiro e da importância da presença de jovens no ritmo. Diante de tantas fusões rítmicas, Dinho se declarou um ‘entusiasta’ e ‘fã’ das bandas existentes em todo o país.

“Olha, eu sou um grande entusiasta do rock brasileiro. Eu sou um grande fã, eu acho que o Brasil tem várias bandas excelentes, de norte a sul. A real é que várias delas são nordestinas, das bandas novas eu estou falando, sabe? E eu olho em volta e eu vejo muito talento. O pode não ter tanto espaço quando quando já teve no passado. Mas, nós temos clubes, rádios, festivais enfim…a gente tem a nossa galera. O rock brasileiro não deve nada pra ninguém. As bandas brasileiras são excelentes! Quando a gente toca nos festivais, lado a lado com os gringos, acho que as bandas brasileiras às vezes sai melhor, até do que as gringas. Então, eu olho pro rock brasileiro e vejo talento.”

A Turnê

A turnê 4.0 acontece em Salvador no próximo domingo (16), a partir das 19h. As quatro décadas estão depositadas no repertório, que abrange faixas preferidas dos fãs, novidades e versões inéditas dos clássicos hits. O espetáculo conta com direção musical de Dudu Marote, produção executiva de Fernando Tidi, direção geral de Luiz Oscar Niemeyer e direção executiva de Luiz Guilherme Niemeyer.

A direção de arte é assinada por Batman Zavareze, projeto de iluminação por Cesio Lima, direção de animação por Eduardo Souza e direção de fotografia por Márcio Zavareze. Os arranjos são da própria banda com Dudu Marote. Os ingressos seguem a venda pela Bilheteria do Teatro e custam R$ 75 a R$ 300 reais.

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