Nem Te Conto

'A mulher tem que saber se colocar', opina Oscar Magrini sobre assédio de Mayer

O ator participou do programa "Encontro" na manhã desta quarta-feira (5)

Redação Correio 24h

A confusão envolvendo o ator José Mayer e o assédio da figurinista continua repercutindo nos corredores e programas da TV Globo. Na manhã desta quarta-feira (5) foi a vez de Oscar Magrini dar sua opinião acerca do ocorrido nos bastidores da rede. O ator esteve no programa "Encontro" e se posicionou sobre o caso ao ser questionado por Fátima Bernardes.

Foto: Reprodução/Rede Globo

"Acho que não só aqui na Globo como em todos os lugares sempre existiu o assédio, da própria mulher também em cima do homem, mas a minha liberdade termina onde começa a sua", começou dizendo o ator. "Deve ter havido muito assédio sim, essa menina chegou, se pronunciou, falou, tomaram-se medidas, a Globo veio pedir desculpa. O Zé, um colega nosso, também se desculpou e acho que deve ter tdio muita coisa, mas ninguém fala nada", continuou.

O ator manteve-se explanando sua opinião sobre o assunto apoiando as colegas que se manifestaram na terça-feira (4) usando camisetas com os dizeres "mexeu com uma mexeu com todas". "As colegas vieram trabalhar, também vestiram a camisa. Quem sabe se toma providências porque a gente está em 2017 e não tem essa de assédio, todo mundo tem o seu direito de se colocar, de se por e não tem essa de homem chegar e fazer, que isso?", questionou. Mas no final do discurso o ator se complicou. "É uma sociedade machista, fez-se tanto tempo lá atrás, mas não existe como chegar agora e eu não te respeitar porque você está mais ousada, de minissaia e eu tenho que abusar ou passar a mão ou falar alguma coisa", falou. E continuou: "a mulher também neste sentido tem que saber se colocar para não instigar o outro".

No mesmo momento, ele foi repreendido por Fátima Bernardes que retrucou dizendo: "na verdade, Magrini, mais do instigar, o outro tem que respeitar independentemente de como ela está". Nas redes sociais, o comentário de Magrini foi considerado machista.