Nem Te Conto

Acostumado ao visual de príncipe, Henri Castelli faz 40 tatuagens para ‘Sol nascente’

O novo visual tem feito com que ele seja um dos primeiros a chegar às gravações

Agência O Globo

A beleza clássica de Henri Castelli sempre chamou a atenção, mas, atualmente, não é ela que está em primeiro plano. Ao olhar para o ator, o ar de príncipe encantado se escondeu debaixo das tatuagens, do cabelo e da barba grandes do quase ogro Ralf, seu personagem em “Sol nascente”, a próxima novela das seis, que estreia dia 29.

— Nunca deixei a barba desse tamanho. Foram dois meses cultivando. E tenho quatro tatuagens de verdade. Agora, ganhei mais 36! (risos). O mais estranho foi ver o corpo coberto com elas, mas já me acostumei — conta Henri, de 38 anos. 

O novo visual tem feito com que ele seja um dos primeiros a chegar às gravações, antes mesmo das atrizes.

— Quando estávamos decidindo onde cada tatuagem ficaria no corpo, demorava umas duas horas e meia. Se estava marcada a gravação para as 7h, eu tinha que chegar às 5h. Hoje, como não preciso refazê-las sempre, o tempo fica em cerca de uma hora, uma hora e meia. Muita atriz não precisa se arrumar com tanta antecedência. Até porque a trama é de praia... Mas para mim, é quase uma novela de época! — diverte-se o ator, que vai para casa com as tatuagens (“É importante tê-las na pele o tempo todo”, diz) e elege uma Nossa Senhora (com cara de caveira) no braço direito e um coração com a inscrição “pai e mãe” como as suas preferidas: — Participei das escolhas dos desenhos e quis que ficassem com uma vibe “old school”, não tão arrumadinhas. Cada uma tem um significado. 

E não é só Castelli que curte os rabiscos pelo corpo. Seus filhos (Lucas, de 9 anos, e Maria Eduarda, de 2) também brincam com os desenhos do pai.

— Eles gostam para caramba. Minha filha fica procurando os desenhos: “Olha a sereia, olha a âncora”. Já se acostumaram com o novo visual. Acho que vão estranhar quando eu tirar as tatoos e a barba — acredita.

Na trama de Walther Negrão, Castelli tem um estúdio de tatuagem e uma moto como companheira inseparável. O que o deixou ainda mais entusiasmado com o papel, já que é um amante declarado da máquina.

— Há mais de 20 anos tenho moto. A primeira foi uma lambreta. Já sofri acidente, parei de andar, voltei... Gosto da sensação que ela me proporciona — diz.