Nem Te Conto

Acusada de apoiar Bolsonaro, Anitta faz desabafo sobre política

'Não sou obrigada a fazer campanha política pra ninguém por eu ser uma pessoa pública', disse

Redação iBahia (variedades@portalibahia.com.br)
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A cantora Anitta voltou a ser criticada nas redes sociais. Tudo começou após a funkeira seguir uma amiga que, declaradamente, apoia Jair Bolsonaro, candidato à presidência que é acusado de homofobia e misoginia. No Twitter, internautas disseram que a atitude da artista foi incoerente.


"Anitta, você apoia o homem que quer matar seu público?", questionou um perfil. A mensagem foi apagada após a repercussão. Com tantas mensagens negativas e até mutirões na internet, com direito a hastag #AnittaIsOverParty, a carioca decidiu se pronunciar e fez um longo desabafo no stories, no Instagram. Confira o que a cantora disse:


"Ontem vim falar sobre uma questão do cyberbullying, quando as pessoas começam com xingamentos, ameaças e massacres na internet com alguém, ou algo, baseadas em suas convicções e verdades. Hoje eu novamente fui atacada, xingada e ameaçada porque eu segui uma amiga que expôs publicamente a sua intenção de voto. Também estão fazendo o mesmo com minha amiga. Conheço ela há mais de sete anos e não gostaria de ter que parar de falar com ela por conta da posição política dela. Então, mais uma vez, eu veio pedir mais amor, de verdade. Sou uma cidadã igual a vocês, trabalho pra caramba, pago meus impostos. Tenho, sim, meu candidato. Como cidadã, fiz meu dever, pesquisei, escolhi dentro do que acredito o meu candidato, mas, assim como vocês, eu tenho o direito de ter o meu voto secreto e não quero dar minha posição política. Não é porque eu sou artista e tenho uma vida pública, que eu sou obrigada a dizer qual é o meu voto e que eu devo receber ameaça ou xingamento por não falar publicamente sobre isso. Não sou obrigada a fazer campanha política pra ninguém por eu ser uma pessoa pública. Acho muito incoerente falar que candidato X é uma coisa, o Y é outra e vir me xingar, me ameaçar, fazer mutirão contra mim.


Eu tô aqui no meu canto, fazendo o meu papel, o papel que eu escolhi que é ser cantora e estou exercendo esse papel. Sou uma pessoa que sou a favor do respeito. Respeito as diferenças, respeito para ser respeitada e eu estou me sentindo muito desrespeitada por não poder um direito que é meu. A coisa que mais falo é o respeito, sou feminista, respeito a sexualidade. Essa sou eu como pessoa e todo mundo me conhece. Respeito a diferença de pensamentos, de tudo, porque eu também queria ser respeitada. Além de amor e respeito, as pessoas precisam se colocar no lugar do outro. Não é xingando seu familiar, seu amigo ou a qualquer pessoa que pense diferente politicamente de você que você vai conseguir mudar a realidade do nosso país. Não acho que esse seja o caminho. Eu vou sim continuar tendo amigos de esquerda, de direita, do que for que eu respeito a opinião deles. Não gostaria de ser massacrada por pessoas por não deixar de falar com parentes ou amigos que pensem diferentes sobre política de quem quer que seja. Ou ser massacrada por exercer meu direito de não expor o meu voto. Gostaria que todo mundo votasse e tivesse consciência, estudasse e votasse no que acredita que é melhor, dentro da sua crença do que é um pais melhor. Que vocês votem de acordo com isso. Não sou eu que vou conseguir dar esse caminho para vocês, não sou capaz disso. Vamos repensar o que estamos fazendo com o outro. Não adianta nada a gente pedir melhora, respeito, se não é isso que a gente está dando. As coisas que eu acho que são importantes na vida, eu sempre apoio e faço por onde dentro do que eu acredito que seja o meu papel. Respeito as diferenças, igualdade"