Nem Te Conto

Aila Menezes se revolta com ataque de Netinho em post: 'Respeita a forma como me visto'

Cantor fez um post com um trecho de um show da artista e criticou a postura dela no palco

Agência O Globo

Ex-participante do "The voice Brasil", a cantora baiana Aila Menezes rebateu os ataques que recebeu de Netinho, famoso pelo hit "Mila", após o cantor fazer um post com um trecho de um show da artista e criticar a postura dela no palco.

Na legenda da postagem, Netinho não chega a mencionar o nome de Aila. Ele usou a publicação para dizer que o "Governo da Bahia investe em cultura" , e em tom de reprovação, chama atenção pela forma como a cantora dança e se veste.

"Respeite o meu pagode, respeite a minha música, respeite eu ser uma mulher gorda, nordestina e cantar pagode dentro da minha terra. Isso é cultura, sim! Respeite a forma como eu me visto, porque sou uma mulher feminista, dona do meu corpo e dos meus direitos. Se isso está te desagradando, morde o cotovelo", rebateu Aila nesta quinta-feira nos Stories do Instagram.

"Até porque, essa coisa de censurar não combina muito com você, né! É só a gente ver um pouco sobre sua história...", continuou.

Aila afirma que o vídeo postado por Netinho está editado e fora do contexto e diz que vai processar o cantor:

"Quando a gente afirma algo sobre alguém, a gente precisa ter provas e comprovar isso, inclusive, num lugar onde gente grande se encontra para resolver isso: na Justiça!. É preciso que você tenha provas para dizer quem me contratou...".

Em seguida, ela faz várias críticas ao conterrâneo: "Seus problemas partidários são seus! Quem vive num momento caótico é você, dentro da sua política e escolhas de vida. Não me envolva em sua sujeira, no seu lixo, em sua lama. Respeite a sua arte.. Vai ter sim, pagode tocando, porque a gente é cultura!. Vai cuidar da sua saúde, inclusive mental!".

"Seu tempo já passou, e você hoje é totalmente descredibilizado por falta de humanidade. Me respeite enquanto mulher nordestina, gorda, feminista e LGBT, que é conhecedora dos seus direitos e das duas raízes", finalizou.