Nem Te Conto

Anitta abre o jogo sobre biografia e convite à ex-empresária

Cantora esclareceu sobre o livro e o motivo de ter chamado Kamilla Fialho para sua festa de aniversário

Guinho Santos (guinho.santos@redebahia.com.br)
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A cantora Anitta usou as redes sociais para esclarecer que não tem envolvimento com a biografia sobre sua vida, feita pelo jornalista Leo Dias e que vai estar nas livrarias a partir deste sábado (29). Ao iniciar o vídeo, a funkeira explica que qualquer pessoa pode escrever sobre a vida de qualquer famoso sem precisar de uma autorização específica para isso.


"Tô vendo muita gente comentar, falar e me perguntar sobre essa coisa da biografia do Leo Dias e sobre o fato de eu ter convidado antigas pessoas que cuidaram da minha carreira. Vou dar um ponto final para que vocês entendam de como que funciona minha cabeça em relação a essas coisas. A biografia do Leo realmente não é autorizada. Eu não ganho nenhum centavo com esse livro e nada tenho a ver com isso. Desde sempre, a minha postura como artista, é respeitar o papel de cada um, o que cada um escolheu ser de sua vida, o trabalho de cada um. Ele escolheu esse ramo de famosos, que tem muita gente que se interessa. Se não tivesse público pra isso, ele não trabalharia com isso. Sempre tive essa postura, de respeitar o papel. Se a pessoa vier perguntar a minha versão, eu explico minha posição. Eu não sou de ligar para pedir para não dar uma matéria, para não fazer algo. A própria Fabíola Reipert, que já falou milhares de coisas, eu não ligo para encher o saco. Cada um tem o seu trabalho, eu deixo viver no trabalho deles e eu vivo no meu. Essa é a minha relação com a imprensa. Procuro ter o máximo de respeito possível, por mais que seja uma situação boa ou não para mim, que eu entendo também que quando eu preciso para divulgar o meu trabalho, para falar das minhas músicas, meus CDs, eu quero a ajuda deles. Então não me meto no trabalho de ninguém", iniciou.

Anitta seguiu o desabafo explicando que chegou a conversar com Leo sobre o livro: "quando sai alguma coisa que realmente me magoa, eu venho e me explico. Quando eu era mais nova, eu era mais imatura a respeito disso. Hoje eu sou bem diferente. Há um tempo atrás, o Leo Dias veio me chamar. Ele tem uma obsessãozinha (brincando). Ele queria muito fazer uma biografia minha. Independente de jornalista, ele disse que admira muito o meu trabalho, como admira de várias outras cantoras também. Ele veio dizer que queria fazer uma biografia, no meio da madrugada. Pensei que depois ele ia esquecer, que era só uma ideia, mas ele não esqueceu e seguiu fazendo. Eu respeito real o trabalho, se ele decidiu fazer, o trabalho é dele. No nosso país, não existe uma lei que um artista autorize alguém falar dele. Não tem esse tipo de lei. Se você quiser escrever um livro sobre mim, você vai poder. Assim funciona. Todos vocês sabem que eu cuido da minha carreira, do próprio produto que sou eu mesma. Eu sou estrategista, marqueteira e planejo na minha cabeça várias maneiras de sair de me sair melhor das situações. É assim o trabalho de qualquer profissional. Isso é natural. Quando ele me disse que estava já escrevendo a biografia e começou a fuçar as coisas da minha vida. Ele descobre coisas que eu fico chocada. São pessoas aleatórias que mandam as coisas. O que eu pensei: na melhor situação de todas é que eu permita que as pessoas que sabem da minha história, possam falar com ele. Toda história tem dois lados da moeda, boa ou ruim. Então eu decidi, por mim mesma, que eu permitiria - porque as pessoas da minha vida me respeitam muito nesse sentido, minha mãe, meu irmão.. se eu falasse para eles não falar com ele, eles não falariam -, só que estrategicamente falando como produtor, como profissional, é muito melhor que ele tenha o lado meu da moeda, das coisas, independente de bom ou ruim...".

Ela, então, citou as brigas que já teve com alguns famosos, como cita a biografia, e entrou na questão de ter convidado seus ex-empresários. "Independente de ter acontecido coisa boa ou ruim, acho que na vida de todo mundo isso acontece. Você já errou, já brigou, já resolveu, já falhou, já foi coitado, já foi babaca... isso é normal. Eu escolhi ser cantora, então não tenho medo de exposição. Ele é tão engraçado que me deu de presente o livro da minha biografia. Eu tô levando para ler. Algumas partes eu tinha visto porque eu queria dar minha versão das coisas também. E também pedi que quando ele soubesse de alguma coisa, ele ouvisse a outro lado da história também. Jamais vou mentir que não falei com ele sobre isso. Sempre disse que sou uma pessoa super estrategista, então pensei no melhor que poderia ser feito, dentro da situação. Dos poucos trechos que vi, tá melhor do que eu imaginava. Em momento nenhum, criei histórias... Ele me perguntava das coisas que ele sabia e eu dava minha versão. Ele deve ter feito a apuração dele e escreveu da maneira dele. Óbvio que já tive problema com muitas pessoas. Até meus cachorros têm problemas um com outros. Não é porque as pessoas são famosas, que elas são imunes que nunca ninguém vai sacanear, que ninguém vai errar. Deve ter algumas coisas disso no livro. Eu não tenho vergonha nenhuma. Até um pedaço do meu trecho que eu vi, questões que eu já resolvi, a gente sempre tem da nossa infância, separação dos pais, por exemplo, são coisas que eu passei a borracha. Eu tenho isso em mim. Amo passar a borracha nas coisas. Eu não esqueço as coisas, mas no meu coração eu passo a borracha. A Carina costuma me chamar de trouxa porque eu vivo dando segunda, terceira chance às pessoas. Ai entra essa situação da minha ex-empresária, da galera da Furação. Nunca deixei de falar com Priscila, que era da Furacão. Ela era fã assumida, mas nunca deixei de falar. Embora tivéssemos uns problemas, rolassem briguinhas, que acontecem. Já briguei com meu irmão e resolvi, com minha mãe e resolvi. A vida é assim com todo mundo. Não deixaria de ser comigo só por ser cantora, conhecida", comentou.


Anitta, inclusive, deixou claro que sua família não entendeu logo de cara o motivo dos convites: "foi até difícil explicar para minha família que a decisão que eu tinha tomado de convidar a minha ex-empresária. Eu queria muito mostrar que as coisas acontecem. Realmente foi um momento muito triste, pesado, que eu me senti muito mal. Eu acho que foi a fase mais difícil que passei na minha vida, mas resolveu. Acho que a gente tem que ser assim. Se ficarmos levando pra nossa vida, as coisas que fizeram mal pra gente, até não sei quantos anos, vamos ficar criando um negócio dentro da gente. Eu não gosto. Não sei porque sou religiosa pra caramba. Foi outra coisa que pedi pro Leo porque ele descobriu da minha religião, porque eu deixava privada porque as pessoas têm muito preconceito, pedi que ele estudasse da minha religião para que ele não falasse besteira. Eu gosto de trabalhar em evoluir. Tem coisas que ainda não consegui passar por cima, mas tem coisas que eu já consegui e fico muito feliz. Eu gosto de passar essa mensagem, que independente de algo ruim já ter acontecido, eu sou bem cartas nas mesas. Quando convidei, por exemplo, fui sincera. Falei: 'aconteceu muita coisa, cada um tem seu lado, mas eu gostaria de passar uma borracha para que todos recebam essa mensagem. Independente das diferenças profissionais, as pessoas não precisam estar em guerra'. Acho que vocês não vão nem acreditar. Mas é a minha vontade, de dentro, eu tenho essa coisa. Infelizmente não queria que esse caso fosse público. Existem várias coisas na minha vida, de pessoas que se equivocaram em minha vida, ou eu me equivoquei, e que estavam no meu aniversário porque passei a borracha. Isso quando vejo que é uma coisa, onde as cartas estão realmente na mesa. Eu não gosto quando se finge, como se nada aconteceu. Ai eu já não curto. O que não significa que vou ser amiga, não torço contra ninguém".

Ao concluir o longo desabafo, a funkeira afirmou: "nunca teve falsidade na comunicação com essas pessoas quando foram convidadas, inclusive quando chegaram. Fui realmente muito tristes, mas tive momentos muito bons. Eu não desejo mal a essas pessoas. Pelo contrário, a gente cresce na vida não guardando mágoa, não levando as coisas pra vida. É isso".