Nem Te Conto

Casada com ator, ex-Enfermeira do Funk vive longe dos holofotes após sucesso e polêmicas

Há 20 anos, a repercussão em torno da musa foi tão grande que ela chegou a estampar simultaneamente as capas das extintas "Playboy" e "Vip"

Agência O Globo

No início dos anos 2000, na cola do sucesso de personagens como Feiticeira e Tiazinha, surgia a Enfermeira do Funk. Na época, o ritmo também estava estourado no país, fazendo com que a morena misteriosa por trás da máscara cirúrgica bombasse ainda mais. A repercussão em torno da musa foi tão grande que ela chegou a estampar simultaneamente as capas das extintas "Playboy" e "Vip" em abril de 2001, há exatos 20 anos.  Intérprete da personagem, Ariane Latuf ainda se viu no meio de uma polêmica. Depois de uma liminar da Justiça, acatando uma ação do Conselho Regional de Enfermagem, a Enfermeira foi cancelada e passou a se chamar Proibida do Funk.

Foto: Reprodução / Instagram

Hoje, Ariane Latuf leva uma vida longe dos holofotes e das polêmicas. Casada há 19 anos com o ator Luka Ribeiro, com quem tem uma filha adolescente, ela não dá mais entrevistas sobre os tempos de Enfermeira do Funk. Ela até mudou de nome, e agora assina Ane Latuf. De lá para cá, a ex-musa trabalhou como professora de educação física, modelo fitness e atualmente compartilha um pouco de sua intimidade e dá dicas para uma vida saudável em seu perfil no Instagram, com um pouco mais de 10 mil seguidores.

Ane Latuf não é lembrada apenas por ter sido a Enfermeira do Funk, mas também por ter feito parte de um episódio emblemático na imprensa brasileira. Por causa da liminar da Justiça, que considerou a personagem ofensiva aos profissionais de enfermagem, a capa da "Playboy", que saiu logo depois da "Vip", precisou ser mudada às pressas.

A Enfermeira virou a Proibida e a máscara e a touca , que eram brancas, foram pintadas de rosa. Na época, através de um comunicado, a editora Abril qualificou o episódio como "censura prévia".

O nome também não poderia ser usado nas apresentações que Ane fazia ao redor do país, e, aos poucos, a personagem foi perdendo espaço e força.A história da Enfermeira do Funk foi lembrada por Lucas Hit,  colecionador e apresentador do canal Clube da Vip, por causa dos 20 anos do lançamento das duas revistas com ela na capa: "Ela é uma querida, já conversei com ela algumas vezes. Pedi para fazermos uma entrevista. Ela foi supercarinhosa, mas disse que não tem motivos para relembrar esse momento".