Nem Te Conto

Eliana fala sobre maternidade em foto com a filha: 'incessante viver pelo outro'

Apresentadora reflete sobre sua segunda maternidade e os ditos populares relacionados a gravidez

Agência O Globo

(Reprodução: Instagram)
Desde antes de seu nascimento, no dia 11 de setembro, Manuela já cativava as redes sociais, que acompanhava cada passo da gravidez de Eliana. Agora, via redes sociais da apresentadora, o público acompanha seu crescimento a cada post da mãe. Nesta quinta, a mãe deu mais um gostinho do momento que vive ao lado da filha ao mostrar um registro do bebê dormindo em seu colo.

Junto com a imagem, a apresentadora, que já é mãe de Arthur, de 6 anos, publicou um texto de reflexão sobre a maternidade. "Pausar a vida pelos filhos... Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase “não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem”; como uma forma disfarçada de menosprezar a dedicação materna. Cria-se o filho pro mundo, todo mundo diz. As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe", diz um trecho. Confira o texto na íntegra:

"Pausar a vida pelos filhos... Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase “não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem”; como uma forma disfarçada de menosprezar a dedicação materna. Cria-se o filho pro mundo, todo mundo diz. As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe. Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas. Por 9 meses, pausa o vinho. Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual. Por muitas e muitas noites pausa o sono , pausam a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil. A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro. A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles. Criar para o mundo. O que isso seria? Suponho que minha mãe me criou “para o mundo,” sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou. Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela. Então eu penso, enquanto tomo meu chá e com saudades da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo. Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio às dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães"

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