Nem Te Conto

'Êta mundo bom!': Candinho leva família da fazenda para mansão de Anastácia

Personagem caipira sofre transformação e passa a usar ternos

Agência O Globo
Em determinados dias, quando sai dos Estúdios Globo após uma série de gravações de “Êta mundo bom!”, Sergio Guizé diz para si mesmo: “Boa noite e até logo, Candinho!”. A brincadeira serve para o ator reforçar na mente uma verdade inquestionável: é impossível se separar por completo do caipira da novela das seis. A partir do capítulo desta quarta-feira, ao lado de Eliane Giardini, o paulista estrela a principal virada do folhetim — o reencontro entre o protagonista e sua mãe Anastácia depois de muitos anos. Não é hora de adeus.
"Candinho está sempre comigo. Estou em constante processo de criação. Todo dia, dou um presentinho para ele, que me retribui de alguma forma", diverte-se, lembrando que o personagem ingressará num universo de luxo: "ele vai ter dinheiro, roupa, comida, mas não saberá o que fazer com isso tudo (risos). Independente do que acontecer, porém, ele manterá o bom caráter e otimismo inflamados".
Foto: Reprodução/TV Globo
Embora tenha ficado apreensiva com as transformações emotivas, Eliane Giardini admite que não encontrou obstáculos para concretizar a comoção da mãe que revê o filho do qual foi separada.
"Quando o assunto é maternidade, confesso que não sinto nenhuma dificuldade. Toda mãe sabe o que é isso. Ser mãe é algo sublime e doloroso. Há dores, alegrias e preocupações infinitas. Possuo essa bagagem. De dores, todas nós entendemos: basta um filho adoecer para a gente enlouquecer, né?", afirma a artista, mãe de Juliana, de 39 anos, e Mariana, de 35, frutos de seu antigo casamento com Paulo Betti.
Mãezona declarada, Eliane recorrentemente se enxerga na mulher que interpreta no plano da ficção. Nas próximas sequências do folhetim, Anastácia convidará toda a família de Candinho para morar em sua mansão — a proposta, é claro, será prontamente aceita por Cunegundes (Elizabeth Savalla) e companhia. No mundo real, a atriz faria o mesmo.
"Vai ser uma loucura, né? Ela é quase uma socialista!", afirma, sem deixar escapar uma gargalhada: "sou um pouco hippie. Gosto de casa cheia. Pertenço a uma geração que lutou contra valores tradicionais. Ainda tenho alguns sonhos. Às vezes, converso com colegas e falo que a gente deveria morar todos juntos, numa fazenda coletiva. Aliás, acho que o mundo está tendendo para isso. Após um período de tanto individualismo, sinto um retorno a esse estilo de vida. Tudo está caro... Permanecer fechadinho em sua casa é algo inviável, não é?"