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Flora Gil diz que Camarote Expresso 2222 estará fora do próximo Carnaval: 'Receio'

Empresária e produtora, que é esposa de Gilberto Gil, afirmou ter receio de cooperar com a pandemia

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Flora Gil, empresária e produtora de um dos principais camarotes do Carnaval de Salvador, o Camarote Expresso 2222, revelou que o Expresso não marcará presença na próxima folia carnavalesca, caso venha a acontecer. As informações são do Jornal Correio.

Ao ser perguntada sobre a produção do Expresso 2222 para o Carnaval de 2022, Flora Gil afirmou que o camarote ficará de fora da celebração.

"Se os governantes da Bahia acharem que devem seguir com a ideia de fazer o Carnaval, infelizmente o Camarote Expresso 2222 estará por mais um ano fora da folia carnavalesca", disse a esposa de Gilberto Gil, que explicou o motivo do seu posicionamento firme: "A pandemia ainda não acabou. A aglomeração é um multiplicador do vírus e o Carnaval é uma aglomeração extraordinária. Tenho receio de produzir uma festa tão grande com duração de uma semana, como o Camarote Expresso 2222, e cooperar com a permanência, e até uma expansão, da pandemia. Tenho muito respeito pela minha vida e a vida alheia".

Além disso, Flora pontuou que não vê a possibilidade da folia acontecer com as máscaras, afinal, a festa é marcada pelo beijo, abraço, bebidas e comidas - e consequentemente, pelo folião sem máscara. 

"Não temos a menor condição de sairmos às ruas com milhões de pessoas pulando umas ao lado das outras - sem máscaras - porque Carnaval é sinônimo de beijo na boca, abraços e muita bebida e comida. Alguém beija e bebe com máscara? Não conheço esse folião", disse em entrevista.

A empresária também se posicionou quanto ao setor econômico relacionado ao Carnaval, que movimentava toda a cadeia de hotéis até aqueles que trabalhavam na festa, como os vendedores ambulantes. "É preciso saber quem prefere ficar doente e causar problemas pra tantas pessoas ou ganhar dinheiro pra garantir um pouco de sobrevivência. É um peso, um dilema, que cada um tem que considerar. Eu acredito que as pessoas com essa questão ainda são obrigadas a priorizar a saúde e a sobrevivência", disse ela, que completou a linha de raciocínio: "De que adianta ganhar, realizar, garantir a renda, sem a garantia da saúde? Não acredito na felicidade doente. Temos que entender que o momento é delicado. Não dá pra pular etapas. Se a gente pular, certamente o resultado será ruim e teremos que voltar algumas casinhas pra trás, como num jogo infantil de tabuleiro".