Nem Te Conto

Giovanna Ewbank abre o coração, chora e fala das críticas sobre adoção: 'Não sou estéril'

Apresentadora e atriz falou para universitários durante o talk show 'TEDx'

Agência O Globo

Giovanna Ewbank abriu o coração para falar da maternidade e de todos os questionamentos que fizeram a ela quando decidiu adotar duas crianças. A apresentadora e atriz falou para universitários durante o talk show "TEDx", no Centro Universitário FAG.

Giovanna, mãe de Titi e Bless, que adotou no Malawi, na África, contou um pouco dessa experiência e dos padrões e pressões que a sociedade ainda impõe às mulheres que não desejam gerar filhos.

Foto: Reprodução/Instagram

"Por que adoção? Como que uma mulher vem ao mundo e não quer gerar um ser do seu ventre? E os filhos de vocês vêm quando? Como é linda sua filha? Ela tem mãe? Seus filhos são lindos. Eles têm família? Esta são algumas das perguntas que uma mãe adotiva tem todos os dias. Eu sempre achei que eu fosse uma mulher que achava que o relógio biológico nunca ia despertar. Nunca havia pensado em ter filhos. E isso veio com muito questionamento, crítica, muita pressão", relata.



A atriz conta que ela sofreu pressão até mesmo de amigos e da família. Ela diz que foi questionada sobre a adoção. "Foi uma escolha da qual eu me orgulho muito", avisa.

Giovanna ainda tocou num assunto delicado: a esterelidade. E analisou o quanto foram machistas com ela na época em que adotou a primeira filha. "Disseram que eu era estéril. Não. Eu não sou estéril. Nem meu marido. Mas não questionaram sobre ele. Mas a mim, mulher", conta ela, que é mulher do ator Bruno Gagliasso: "Porque assim a sociedade consegue ex-plicar que uma mulher não queira ter filhos ou explodir sua barriga de vida. Existem outras maneiras de explodir de vida".

"Minha vida mudou completamente desde que meus filhos entraram nela", começou Ewbank ao falar de forma bastante emocionada e chorando sobre Titi, hoje com 6 anos: "Me lembro até hoje da primeira vez que eu a abracei. Me deu esse engasgo na garganta, meu corpo trêmulo. Eu encontrei a minha filha e a minha filha me encontrou. Tudo o que eu queria era amá-la e protegê-la para o resto da vida".
Foto: Reprodução/Instagram


"Meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo"
"O meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo, com pessoas que eu jamais havia visto na vida e ali era só eu e ela. Foi ela que me tornou mãe, foi ela que e tornou leoa", continuou.

Em vários trechos de sua conversa com a plateia, Ewbank chorou ao falar das perguntas que lhe fazem o tempo todo. "Como eu fico? Muito machucada todas as vezes, mas tento ser empática e compreender as pessoas que ainda não entendem o que é a adoção".