Nem Te Conto

Giovanna Ewbank esclarece polêmica sobre erotização da profissão de enfermagem

Ela fez um vídeo ao lado de Renata Pietro, presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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A apresentadora Giovanna Ewbank publicou na última semana em seu canal no YouTube, dois vídeos de uma entrevista com Ingrid Guimarães sobre o filme 'De Pernas Pro Ar 3'. Nas imagens, as artistas aparecem fantasiadas de enfermeiras sexies. Devido a isso, Giovanna foi acusada de erotizar profissão. 

Após receber carta aberta de Renata Pietro, presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, falando sobre a sexualização da profissão, Giovanna resolveu esclarecer a polêmica. Ela decidiu fazer um vídeo ao lado de Renata para explicar melhor o assunto.

Foto: Reprodução | Redes Sociais

"Em nenhum momento a gente quis desrespeitar essa profissão. Inclusive, na hora tinham várias fantasias, mas escolhi a de enfermeira porque foi a que me serviu", comentou Ingrid sobre o caso. 

Na carta enviada pela presidente do COREN-SP, é levantado o questionamento de que se você buscar por 'Enfermeira' no Google aparecem imagens de enfermeiras reais e várias imagens de enfermeiras erotizadas. Mas quando se busca por 'Enfermeiro', não são encontradas fantasias eróticas para a mesma profissão quando exercida pelo sexo masculino.

"Nenhuma profissão masculina, como enfermeiro, bombeiro, é sexualizada como a das mulheres são", observa Ingrid Guimarães.

"Eu venho falar em nome de 2 milhões de profissionais da enfermagem no país, e 86% dessa força são mulheres. É óbvio que nós queremos ser reconhecidos pelo que fazemos. Nós temos que ser vistas como uma força de trabalho feminina, uma força que vem buscando mostrar o seu espaço, mostrar para o que veio, porque a promoção do cuidado depende dessa categoria", destaca Renata.

Giovanna aproveitou para pedir desculpas pelo ocorrido: "eu quero pedir perdão por não ter pensado. Acho que foi muito ingênuo mesmo. Acho que é a imagem de uma sociedade antiga que tem que ser mudada".

"É importante ver como nós, mulheres, somos machistas também sem perceber", encerra Ingrid.

Assista ao vídeo abaixo: