Nem Te Conto

Isis Valverde revela ansiedade na gravidez: 'Quero parir, quero parir'

Atriz está com 38 semanas de gestação e aguarda pela chegada do seu primogênito, Rael

Agência O Globo
- Atualizada em

Aos 31 anos — e quase 38 semanas de gestação do primeiro filho, Rael, da união com o modelo André Resende —, a atriz não perdeu o rebolado. Guarda a irreverência da Suellen (a periguete de “Avenida Brasil”), a sensualidade da Sereia (protagonista da série inspirada no livro de Nelson Motta) e o sotaque de Aiuruoca (MG), onde nasceu. E fala, numa boa, sobre a libido em alta, a volta ao trabalho e a vontade de borboletear por aí.

Foto: Reprodução | Instagram

O novo presidente foi eleito ontem, e você, ao contrário de várias atrizes, não se manisfestou durante as eleições. Por quê?

Foi um tal de #EleSim, #EleNão, #EleSim, #EleNão... Mas estou grávida e havia muito ódio. Vi amigos sendo atacados de todos os lados. Tudo virava polêmica. Não queria expor meu voto. Minha posição política é minha. Me permiti ficar distante, para me poupar dos haters em um momento tão especial da minha vida. Preciso de paz para parir.

Como está se sentindo?

Olho pra barriga e falo: “Quero parir, quero parir”. O bebê está encaixado, graças a Deus. Tá bonitinho, não tem como mudar. A médica falou: “Prepare-se, ele pode sair a qualquer momento. Bom parto”.

Qual o seu maior medo?

Não chega a ser medo. Sinto uma mistura de ansiedade com o receio da dor, do desconhecido. Cesárea só será uma opção caso algo dê errado, haja algum risco. A cirurgia me apavora. Odeio agulha. Tenho mixed feelings. Tem dias em que quero que chegue logo. Depois, penso: “Ai, não, que medo” (risos).

Que tipo de mãe se imagina?

Minha mãe é uma palhaça até hoje. É descolada, moleca, brinca. Quando nasci, ela tinha 23 anos. Era uma criança. É, até hoje, minha melhor amiga, meu talismã. Tem gente que diz: “Toda mãe é assim”. Discordo. A gente tem que exercer a maternidade que quiser, se libertar dos padrões, das cobranças. Cada uma é de um jeito. Em comum, as mães só têm o fato de acharem que poderiam fazer melhor. Ser mãe é crescer, evoluir.

Como anda sua vaidade?

A mulher tem vaidade, né? É normal a gente ficar grilada, ter medo de o corpo não voltar, se preocupar com o creme certo (contra estrias) porque a barriga cresceu demais. Estou tomando sol no seios, passando aquela bucha (nos mamilos), que dói horrores. Quero dar de mamar até os seis meses, pelo menos.

Há grávidas que reclamam do desconforto e outras que amam a gestação . Qual você é?

Não tive enjoo, azia, vômitos, nada. É como se tivesse ficado grávida só no sétimo mês e meio. O bebê encaixou, a cabeça começou a fazer pressão, e eu sinto uma dor absurda nas costas. Sou uma pessoa muito agitada. Aquariana, amor — aquele bicho que, se você prender numa sala, bate a cabeça na parede. Me sinto uma borboleta dentro de um corpo de tartaruga (risos). Entendeu a metáfora? Sou tartaruga com alma de borboleta. Quero voar e não posso. O corpo está limitado, pesado. Minha própria lentidão me incomoda. De resto, é tudo ótimo. Canto para o bebê, entro no quarto dele umas 15 vezes por dia. Se passo na porta, eu entro. Olho o berço, o carrinho, imagino como vai ser quando ele estiver ali... aí, saio. Depois, passo outra vez e lá entra a louca de novo. Estou apaixonada. Nunca vivi algo tão forte na vida.

Sente-se bonita?

Sim, me sinto. No fim de semana passado fiz um ensaio de fotos, para mim, com uma equipe fera de São Paulo, e me senti muito bonita. Foi a foto mais linda que já fiz na vida. Juro por Deus. Meu marido falou: “Mas, amor, você não vive dizendo que parece uma tartaruga?”. Ainda assim, é a foto mais linda que já fiz na vida. Tem uma aura especial. É muito louco carregar uma vida.

Como está sua libido?

Ótima, maravilhosa, graças a Deus. Temos evoluído bem nesse aspecto (risos). Mesmo com o barrigão, mantivemos o pique. Na consulta, quando a médica disse “a criança já encaixou a cabeça”, meu marido mudou de cor (risos). Eu falei: “Para de falar isso perto dele”. Homem não entende, tem medo de machucar a criança.

O bebê os aproximou mais?

Demais. André está um babão. Me apaixonei ainda mais por ele. Nos nossos três anos de relacionamento, crescemos muito, a gente morou junto, brigou, se entendeu, se amou loucamente e decidiu fazer uma família. Se acordo no meio da noite, faminta, ele está lá, na maior paciência do mundo. Pega comida, faz massagem, coloca água quente nas minhas costas. Vou até parar de falar para não vender muito esse peixe. Ele é demais. Quando nos conhecemos, olhei pro André e pensei: “Ele vai ser um pai incrível”. Juro, não sei explicar. Olhei pra ele e falei: “É o pai do meu filho”.

Por que se separaram por um mês, no fim de 2017?

Não importa. Passamos por um reajuste essencial para a relação. Graças a Deus.

Você fala muito em Deus e escolheu para o bebê o nome de um arcanjo. É religiosa?

Sou. Acredito em Deus, em Oxalá, seja o nome que for. Acho que Jesus passou por aqui e que a natureza é um tipo de energia. Ela é a nossa essência, a síntese do existir, tem uma força enorme, faz o universo conspirar. Ando ainda mais ligada nessa coisa, tenho essa conexão aberta.

Em que momento a fé a ajudou?

Sempre fui ligada a Deus, mas tive certeza da existência dele quando sofri o acidente de carro (em 2014). Era para eu ter morrido. Quebrei a vértebra C1 (a primeira da cervical). Segundo os médicos, só uma em cada cem pessoas fraturam a C1 e não morre nem fica com sequelas. Sou esse “um”. Deus falou: “Você não vai embora agora”, me deu a chance de ser uma pessoa melhor. Foi um presentaço.

Vão se casar no religioso no ano que vem?

O André me disse isso ontem. Acho que queremos. O casamento (em junho, num sítio em Vargem Grande) foi para celebrar nosso filho. Tentei aproveitar a festa ao máximo, me divertir antes que a barriga crescesse. Mas quando deu 22h, deitei. A Preta (Gil) cantava, e eu, “caraca, que raiva”, não conseguia ficar de pé.

Como será a volta ao batente?

Quando o Rael tiver uns 4 meses, vou rodar um filme com um diretor canadense chamado Carl Bessai. Ele já fez alguns filmes com artistas de Hollywood, séries e decidiu fazer um longa com uma brasileira como protagonista. O que é raro, né? Nos filmes gringos somos sempre bandidas, subalternas, as loucas. Ele esteve no Brasil há três anos e meio, fez testes comigo e outras meninas, e eu peguei o papel. Vamos gravar algumas cenas aqui e a maioria lá fora. É a história de uma noviça com várias reviravoltas.

E para a TV, quando volta?

Ainda não posso falar, mas vai rolar uma coisa muito boa, quando as filmagens do longa estiverem avançadas. 

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Hoje no @jornaloglobo com @maricaruso #amei ????

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