Nem Te Conto

Ivete Sangalo vive bom momento na TV e prepara gravação do seu novo DVD

Cantora brilha como técnica do The Voice Kids, que tem sua final hoje, às 13h, na Globo/TV Bahia, e como apresentadora do Superbonita, no GNT

Hagamenon Brito (hagamenon.brito@redebahia.com.br)

Ivete Sangalo, 43 anos, não para. Quer dizer, costuma parar especialmente para cuidar do filho Marcelo, 6, uma experiência de amor incondicional que tem transformado seu jeito de ser. “A maternidade me trouxe uma calma”, conta. Em meio aos ensaios para a gravação do DVD, em Trancoso, dias 8 e 9 de abril, e aos preparativos para a final do The Voice Kids, hoje, às 13h, na Globo/TV Bahia, onde Pérola Crepaldi é a sua candidata, a estrela pop encontrou um tempinho para conversar com o Correio, via e-mail, sobre o seu atual momento.

Você teve experiências anteriores em programas na TV, mas em Superbonita (GNT) e The Voice Kids (Globo) você mostra uma naturalidade televisiva e competência bem maior, na minha opinião. Essa maturidade tem a ver também com as características dos dois programas? Te agradam mais?

Eu acho que foi uma adequação mútua. Eu estar em um programa que fala de coisas que eu me sinto bem, e o programa permitir que eu coloque a minha personalidade. A tranquilidade de estar diante das câmeras é também uma experiência que a gente acaba adquirindo, estando em tantos programas de TV. Eu já tive outras tantas oportunidades. Eu acho que são os dois lados da moeda: eu coloco a minha personalidade e cada um desses eventos permite que eu seja eu mesma. Não existe uma imposição: “Olha, Ivete, seja assim, seja assado...”. O que me faz evidenciar essa naturalidade é isso de eu poder ser eu mesma, dar as minhas opiniões sem seguir scripts. Agora, é claro, é uma delícia fazer o Superbonita - um programa que fala sobre mulheres, diferentes mulheres, e essa abordagem pra mim é muito confortável - e o The Voice Kids, que é um programa com música, com crianças... É uma soma perfeita para mim. Eu sou uma mulher que ainda tenho uma ligação muito forte com a minha vida na infância. O meu comportamento de vida tem muito da criança, a minha relação de mãe, com o meu filho. Nada mais confortável do que estar em um ambiente desse.

Comentei nas redes sociais que, durante anos, você passou uma imagem muito brincalhona na TV, nas entrevistas, e agora, sem deixar de ser alto-astral, mostra uma face mais séria, adulta, de conhecimento musical e empatia no trato com crianças e adolescentes, no caso do The Voice Kids. Ser mãe te ajudou mais nessa empatia com crianças e adolescentes?

A vida inteira eu tive uma relação com a música nessa mesma intensidade e nessa mesma diversão. Continuo assim. Agora, é bem verdade que a maternidade nos traz uma maturidade, também comportamental, que parece imperceptível para quem vive. Mas é muito percebido por quem está assistindo a isso. Sem dúvida nenhuma, a maternidade me trouxe uma calma. Eu acho que não foi nem seriedade, mas calma. Como mãe, passei mais a observar do que ser observada. Quando a gente é mãe, a gente sai do foco, do holofote. Dentro da gente, a gente não é mais prioridade e, naturalmente, você acaba percebendo mais o outro. E aí tem mais calma de se ouvir, de se responder as coisas. E também com 43 vem a maturidade na tora, né? (risos).

Os candidatos do The Voice Kids têm, em média, uma boa qualidade musical. Você acha que essa nova geração tem uma sofisticação maior, em termos de interpretação e conhecimento, do que gerações anteriores? Mesmo você sendo uma estrela e uma cantora experiente, tem algo que você aprende musicalmente nesse convívio?

Com relação ao conhecimento deles é fato! Eles têm uma sabedoria, de interpretação, de melodias... Mas eu acho que outras gerações tiveram, só não tínhamos a possibilidade de apresentar com essa intensidade, com esse volume de mídia em torno das apresentações. Grandes artistas sempre aconteceram, crianças com essa relação com a música, até mesmo pelo fato de que elas têm um poder de absorção – para a música, para línguas, para aprender matemática... - maior. Elas conseguem absorver esse conhecimento. Mas antes nós não tínhamos reality e programas dedicados à criança dentro da música. Eu tento fazer a relação da idade deles com a minha vivência na idade deles... É um preparo para encarar esse grande desafio que é estar diante de muita gente, submetidos a um júri, conselhos técnicos... São muitas variáveis. Estar se apresentando em um programa nacional de grande audiência, com uma plateia ali, uma plateia televisiva, e ter o controle de toda a situação. Isso é impressionante! Eu não diria que é maturidade, porque acaba impregnando essa responsabilidade a eles, e eles não precisam ser maduros. Mas é uma destreza que eu acho que eu não tinha. Eles estão vivendo isso da melhor maneira e é muito inspirador.

Em 2015, você participou do projeto/turnê Viva Tim Maia, da Nivea, que gerou um álbum com Criolo. O estilo de Tim Maia, que você sempre curtiu, acabou influenciando O Farol, seu mais recente single. Será que influenciará novas canções suas?

Eu gosto de você por isso! Você identifica...(risos)! É exatamente isso. Tim Maia me influencia desde antes. Teve Festa, um show que eu fiz que se chamava Essa É Pra Tocar no Rádio, Sorte Grande... E outras tantas levadas que trago em meus discos têm muito dele, de Cassiano. A forma de interpretar também. Mas O Farol vem muito dessa praia. Eu já tenho muito essa onda mais funkeada, que é uma grande influência. E o projeto Tim Maia reacendeu essa chama. Ficou em brasa!

Dias 8 e 9 de abril, você grava seu novo DVD no bonito e original Teatro L'Occitane, onde anualmente acontece o Festival Música em Trancoso. Como você conheceu esse teatro e por que a decisão de gravar o trabalho lá?  

A gente buscava um lugar e aí Fábio Almeida (empresário) deu a ideia do L'Occitane. Pesquisamos as possibilidades e ele trouxe essa ideia daquele ambiente ser favorável para um projeto acústico. A direção é uma parceria minha com Elísio Lopes Jr.

Correio24horas